segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

"Men are struggling today"

"Os homens estão a esforçar-se arduamente, hoje em dia. Ninguém quer falar sobre isso, mas estão.
(...)
Os homens constituem a maioria das pessoas na prisão, e também têm sentenças mais longas do que as mulheres, quando cometem o mesmo crime. As mulheres estão a formar-se a uma taxa muito mais elevada que os homens, em todos os níveis de escolaridade. Os homens têm quatro vezes mais probabilidade de cometer suicídio. Quase todas as leis entre géneros favorecem a mulher (custódia, suporte familiar, apoio de filhos, distúrbios/violência doméstica). E não existem "centros para homens" que apoio, como existem para mulheres. E os homens, como já dissemos, são encorajados a não falar sobre estes assuntos a amigos ou família."

Tradução livre de um excerto do texto "Men are struggling today" de Aleanbh Ní Chearnaigh.

Corro o risco de me tornar pouco original com estas traduções livres, mas faz sempre bem lembrar que, apesar de milhares de anos de história, ainda estamos muito atrasados nas coisas mais básicas.
Afecta-me mais do que o que previa aperceber-me que a humanidade ainda tem tanto que andar e que continua a resistir a certas perfeições que, se formos a ver bem, não devem ser assim tão difíceis de alcançar.

6 comentários:

  1. Mas com o tempo lá chegaremos, espero...

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  2. O problema é que abrir espaço para a liberdade abre espaço a ideias e, se cada um tiver a sua, será cada vez mais dificil um consenso ou a existência de regras (sou a favor da liberdade, atenção, mas vivemos cada vez mais no tempo da esquizofrenia onde o próprio conceito de civilização está em causa e as mudanças, mesmo que aparentemente simples, são cada vez mais difíceis de implementar num todo).

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    1. Apesar de ser contra a industrialização das mentes, sou o primeiro a admitir que a sociedade (pelo menos a actual e a dos próximos 100 anos, no mínimo) só sobrevive com um certo grau de ovelhização. Um mal necessário, chamemos-lhe assim.
      Aqui a questão prende-se em um género ver a sua liberdade limitada de uma forma que, se calhar, ainda é pior do que aquilo que as mulheres sofreram e vão sofrendo.
      A inferiorizarão do sexo feminino sempre foi (infelizmente, obviamente) algo minimamente consciente. O homem/sociedade sempre teve e tem a noção de que as mulheres eram/são tornadas inferiores. Apesar de todas as maldades que isso comporta, o facto de haver uma consciência geral desse facto permite mais facilmente que haja um movimento de mudança. Por outro lado, a limitação masculina que refiro no texto é algo que pouca gente se apercebe. Não é algo que parte de um género para outro, mas sim de ambos para um. E não é algo feito propositadamente com qualquer fim maldoso. É algo que simplesmente acontece...

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  3. Quanto mais pensamos mais percebemos que a evolução é uma estrada muito compridaaaaa.

    homem sem blogue
    homemsemblogue.blogspot.pt

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    1. E ainda estamos nos primeiros quilómetros.

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Aceitam-se pires de amendoins.