segunda-feira, 16 de abril de 2012

Sobre o auto-respeito

Ontem, a revista 'Domingo' do jornal 'Correio da Manhã' apresentava um artigo sobre pessoas que decidiram passar a sua vida sem sexo.
Ideais, religiões, sentimentos e opiniões à parte, li uma frase que me deixou, no mínimo, pensativo.
Um jovem de vinte anos diz: "Fomos educados de maneira a preservar e respeitar o nosso corpo, a nossa intimidade e não a queremos dar assim sem mais.", e ainda "(...) É preciso estabelecer um pacto, um compromisso. É um passo sério que as pessoas banalizam."

Ora, a mim, a primeira frase parece-me um ideal um tanto ou quanto superficial. Abdicar de uma vida sexual com o motivo de respeitar o corpo dá a ideia de que aquilo que somos fisicamente é de extrema importância. É importante, sim, mas se se pensa na vida sexual meramente como uma entrega do corpo, então não se sabe bem o que é uma vida sexual saudável e feliz. Por outro lado, a intimidade é uma coisa que se pode ter com mais pessoas além de nós próprios, digo eu.

A segunda frase leva-me a outro pensamento. Só banaliza quem quer. Além disso, diferentes pessoas têm diferentes prioridades. O sexo pode ser banal para uns e um pacote de batatas fritas pode ser uma coisa para ser consumida uma vez por ano só para se sentir aquele sabor salgado e pouco saudável em ocasiões especiais.


Haja alegria, mazé!

2 comentários:

  1. Hum... Será que ele também evita os fritos, também fazem mal ao corpo! (Hoje decididamente é dia de parvoeira total na minha cabeça, não me ocorre mais nada...) deve ser já um efeito secundário da vareniclina :p

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    1. Oh pa... talvez os fritos afectem a intimidade

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Aceitam-se pires de amendoins.