O gato apanha banhos daquele sol de início de tarde, naquela pequena varanda onde mal cabe, neste Inverno mais frio que o normal.
As janelas estão abertas. Lá dentro alguém arruma o que sobra de um almoço de Sábado. Eu saio de casa a pensar que vou apenas sair, mas das janelas abertas soam os acordes de um fado, dumas colunas que propositadamente estão com mais volume que o normal.
Afinal não saio apenas de casa. Afinal, tal como o gato, apanho banhos de sol, de Lisboa, e de fado.