Cheira a silicone na Conde Redondo. Não sei se é das obras ou das meninas que fizeram obras...
sexta-feira, 8 de julho de 2016
terça-feira, 28 de junho de 2016
As mulheres e os cabrões
Aviso: a seguinte teoria contém generalizações e possíveis estereótipos. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência, ou enfiamento de carapuça.
Paralelamente ao dito popular de que "os homens são todos iguais", existe também o conhecimento geral de que "as mulheres gostam é dos cabrões". Elas queixam-se que só se relacionam com cabrões... mas se é isso que acontece, até se pode pensar que elas, afinal, gostam desse tipo de exemplar maligno do género masculino.
E porquê?
Porque enquanto as mulheres têm um cabrão ao lado delas, têm um bode* expiatório. O cabrão é a fonte de todos os males da relação. A culpa será sempre dele em todas as situações. Porque se há coisa que as mulheres têm dificuldade em fazer é lidar com a sua própria culpa, quando são elas que fazem as asneiras na relação. Com um cabrão ao lado, a culpa nunca é delas, mas quando o mais-que-tudo é boa pessoa, eventualmente elas terão de dar o braço a torcer, e se isso custa a qualquer pessoa, custa ainda mais às fêmeas.
Talvez seja aquele lado maternal primitivo. Mulheres são sempre mães... dos filhos, dos namorados, dos maridos, dos amigos. E "mãe" é sempre aquele posto de poder onde a ausência de razão não chega. Um não-cabrão obriga a abdicar desse posto (ou então a ser mãe de si própria) e aí... é que a cabra torce o rabo.
*Piada caprina intencional, mas não mal intencionada.
segunda-feira, 20 de junho de 2016
Idade
Vejo-me sempre como um eterno puto a viver num mundo de crescidos. Seja normal, seja distúrbio, seja complexo, vejo-me sempre com uns anos físicos e mentais a menos do que na realidade.
Até que visito a minha terra natal, dou uma volta, e reparo que a maioria dos putos que vejo na rua podiam perfeitamente ser meus filhos. Quando é que isto aconteceu?
quinta-feira, 16 de junho de 2016
Parte morre com eles
Nas minhas viagens a pé de casa para o trabalho, vão sempre aparecendo coisas que me fazem sorrir. Aquela criança a saltitar, aquele casal de papagaios inesperado que voa sobre a minha cabeça. Aquele velho que passeia o cão igualmente velho...
Mas estes últimos também me partem o coração. Os pêlos brancos de um condizem com os cabelos brancos do outro. O tremor nas mãos de um condiz com a pata manca do outro. Os olhos já pouco brilhantes de ambos.
O que vejo ali são dois seres que se têm um ao outro. Que se tiveram antes, e que se têm agora, quando a vida está longe de estar longe da morte. Olho para eles e sei que quando um deles morrer, parte do outro morre também.
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Sincronismos de Primavera
Sei que as alergias estão a bater forte quando me apercebo que eu e o vizinho da frente fungamos ranhosamente praticamente ao mesmo ritmo.
sexta-feira, 3 de junho de 2016
A pé é inimiga da criação
Mudando-me para Lisboa, achava eu que não me faltariam novas experiências, visualizações e pensamentos que resultassem numa produção massiva de amendoins.
De facto, a capital tem-me enchido a vida de experiências, visualizações, pensamentos, emoções, pessoas e comidas MAS os posts mantêm-se.
Percebi qual o problema. Andar a pé.
Andar sozinho no carro sempre foi uma acção que me proporcionava ideias para a escrita. Andar de autocarro sempre me deu tempo de contemplação. Andar de metro sempre me trouxe um mundo de personagens e acontecimentos dignos de relato.
Agora... deslocar-me sempre a pé... Isso é outra conversa. Talvez seja pelo passo acelerado, talvez seja pelo facto de estar mais activo e concentrado em chegar ao destino, talvez seja (hipótese mais provável) por andar mais gente louca no metro do que na rua, mas a criatividade não flui da mesma maneira.
Bloggers de moda mantêm os seus espaços com patrocínios das marcas. Aceito de bom grado que me financiem um Lisboa Viva.
quarta-feira, 25 de maio de 2016
A maravilha de ser-se pequeno
"Acho a minha insignificância cósmica tranquilizadora.
As estrelas não se fucking preocupam com o que eu sou ou o que eu fiz.
Não devo nada ao universo.
Existo nos meus próprios termos.
A galáxia não quer saber daquela vez em que fizeste asneira."
Retirado algures dos meandros da Internet, sem autor conhecido, mas com pensamento partilhado.
E na nossa desimportância, temos a importância que quisermos ter. E na nossa pequenez, somos tão grandes quanto nos apetecer.
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