sábado, 19 de março de 2016

Preocupações

Saí de casa dos meus pais há dez anos. Os regressos, salvo umas pequenas excepções, eram de frequência semanal ou mensal.
De todas as vezes, sempre a mesma conversa...
Foi preciso passar dez anos para não só não ouvir pela milionésima vez "Estás mais magro.", como ter o bónus de ouvir "Estás mais gordinho.".

Não sei de deva ficar mais preocupado com a minha mãe ou comigo.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Pequeno diário 103

As lições vêm de onde menos se espera.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Pequeno diário 102

Sapatilhas de verão + calçada portuguesa + chuva miudinha.

Ando a armar-me em Pierre.

terça-feira, 8 de março de 2016

Pequeno diário 101

Este ano vou abster-me de fazer comentários* sobre o quão condescendente e misógino  é este dia.

*No Facebook.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Som das mamas

Depois de um dia intenso, de tardio regresso a casa depois do trabalho, passo pela rua do costume que, àquela hora, já é frequentada por diversos tipos de profissionais do sexo.
Passo por uma mulher transexual com um grande par de siliconados seios, entre os quais estava enfiado um iPhone a reproduzir uma qualquer música. O decote era de tal forma que o som era amplificado muito além das capacidades do aparelho.

Um boobwoofer!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Caracóis perfeitos

Usar urinóis públicos faz-me pensar que há todo um nicho de mercado por explorar: champôs anti-queda para pêlos púbicos.
Nitidamente, há muito boa gente a precisar.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

É formosura

Não sou religioso, mas situações há em que digo que rezo.
Actualmente, rezo para que o meu metabolismo não abrande tão cedo. Dada a quantidade de porcarias que ando a comer, se isso acontece, estou fodido!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Lucidez rotular

"O que o senhor primeiro-ministro crê, pelos vistos, é algo parecido à ideia de que o que faz que a morte exista é o nome que tem, que as coisas não têm existência real se não tivermos um nome para lhes dar, Há inúmeras coisas de que desconheço o nome, animais, vegetais, instrumentos e aparelhos de todas as formas e tamanhos e para todas as serventias, Mas sabe que o têm, e isso dá-lhe tranquilidade"

in "Ensaio sobre a lucidez", de José Saramago

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Pequeno diário 100

Hoje, vou comprar amendoins.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Pequeno diário 99

Começar a semana por obrigação. Chegar ao fim dela inspirado.
Experiências inesperadas transformam as maiores perdas de tempo nas maiores aprendizagens.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Shine on whenever

Neste mundo, existem dois tipos de pessoas: aquelas que ouvem o meu toque de chamada do telemóvel e dizem "Pink Flooooyd!", e aquelas que ouvem o meu toque e dizem "Olha! Shakira!".

Julgo as pessoas com base da reacção.

P.S.: Pink Floyd. O meu toque de chamada é Pink Floyd.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Cidreira

Nos tempos de escola, chá de cidreira tudo curava.
Enjoo? A auxiliar dá um chá de cidreira.
Vómito? As senhoras do bar sugerem chá de cidreira.
Bate-se com a cabeça e leva-se três pontos e uma cicatriz para a vida? No regresso à escola, nada melhor que um chá de cidreira.
Cai-se a jogar à bola e esfola-se o joelho, inundando o chão de sangue? Na enfermaria é um pouco de água oxigenada e um chá de cidreira.

Ontem a meio da tarde tossi duas vezes. Desci dois pisos, aproximei-me do balcão, e era uma nata com canela e um chá de cidreira, se faz favor.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Dezasseis

Dois mil e quinze começou com um augúrio a entoar "Circle of Life". Não poderia estar mais certo!
O ano foi de ciclos, mais concretamente da finalização de uns e começo de outros. O melhor de tudo? A finalização de ciclos maus, estagnados, desevolutivos e o começo de ciclos em que a vida se constrói e anda para a frente (que, dizem, é o caminho). Pessoas, trabalho, casa... tudo mudou, e as portas abriram-se para um mar de possibilidades.

Toca a andar!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Terço

"O teatrinho das "aparições" serve assim para trazer de volta a reza diária do terço, uma fórmula com tudo de paganismo religioso. Com a qual as pessoas que a reproduzem pensam, tal como os pagãos, que é no seu muito repetir as mesmas palavras, como uma cassete, que obtêm do seu Deus todo-poderoso, como o padrinho de uma grande máfia, a satisfação dos seus egoísmos individuais, familiares e corporativos. E não é que, cem anos depois, a reza do terço continua ainda a ser o que mais se realiza em Fátima, puro paganismo, pura alienação, pura beatice, nenhuma espiritualidade transformadora do ser-viver das pessoas e das sociedades?! Uma humilhação de todo o tamanho, que deveria envergonhar os clérigos que, com a sua presença em grande número, mas sempre bem à parte e bem acima das multidões e rodeados de honras e de privilégios, continuam a dar cobertura a toda aquela pantomina sem pés nem cabeça. Um vómito sagrado, milhões de vezes repetido, ao longo de cem anos, num país e num continente cada vez mais egoístas, insolidários, corruptos, exploradores, sem quererem saber das pessoas mais fragilizadas para nada. As quais, assim, ficam cada vez mais entregues à sua solidão e ao seu abandono, piores do que os cães e os gatos de estimação... Mas àquela imagem da senhora de Fátima é que não pode faltar nada, nem velas a arder dia e noite, nem clérigos, nem freiras, nem multidões humilhadas e carentes de tudo, nem dinheiro e ouro em quantidades inimagináveis, nem flores, nem andores, nem basílicas, nem bugigangas de recordação, nem sangue, nem lágrimas, nem gente a rastejar e ajoelhada, num sadomasoquismo de arrepiar..."

in "Fátima, S.A.", do Pe. Mário Oliveira

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Vinte e sete

Tenho um ano para me tornar numa estrela musical mundial!

Aceito CVs para o lugar de roadie.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Sabes que precisas de férias...

Sabes que precisas de férias quando te perdes no caminho a pé de vinte minutos do trabalho para casa... aquele caminho que fazes todos os dias há três meses, por aquelas ruas que conheces há dois anos.

Sabes que precisas de férias quando a partir das dezasseis horas o teu pestanejar demora três segundos a efectuar-se.

Sabes que precisas de férias quando douradinhos se tornam uma iguaria porque sujam pouca louça e dão pouco trabalho.

Sabes que precisas de férias quando os teus finais de dia são uma constante batalha ideológica entre o "devia ir para casa descansar" e o "devia sociabilizar com pessoas extra-trabalho" e o "mas vou ficar com sono" e o "mas já prometi o café há muito tempo" e o "quero dormir" e o "quero falar".

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O cérebro tem razões que a própria razão desconhece

Hoje, o perfume de uma transeunte fez-me lembrar um jogo de Game Boy.
Não sei qual, mas fez. 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Cheiros

Metro. Aquele local que me faz questionar se existe diferença entre "cheirar demasiado a gente" e "cheirar a demasiada gente".

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Facilidades

Ser ateu é mentalmente muito mais fácil do que ser católico. Não existe aquele conflito de acreditar num ser omnipotente E benevolente, quando se vive num mundo com cada sofrimento maior do que o outro.

Porque não se pode escrever direito em linhas tão tortas...

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Terapia de son(h)o

Dizem que uma noite de sono cura muita coisa.
Digo que uma noite de sonho cura muito mais. Deito-me com problemas, esperando acordar com eles, mas afinal, em sonhos, aparece-me um grupo de amigos e passamos a noite a conversar sobre tudo. Conversas, desabafos, iluminações, ajudas... e de manhã, acordo bem.
A chamada terapia de sonho.