quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Dezasseis

Dois mil e quinze começou com um augúrio a entoar "Circle of Life". Não poderia estar mais certo!
O ano foi de ciclos, mais concretamente da finalização de uns e começo de outros. O melhor de tudo? A finalização de ciclos maus, estagnados, desevolutivos e o começo de ciclos em que a vida se constrói e anda para a frente (que, dizem, é o caminho). Pessoas, trabalho, casa... tudo mudou, e as portas abriram-se para um mar de possibilidades.

Toca a andar!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Terço

"O teatrinho das "aparições" serve assim para trazer de volta a reza diária do terço, uma fórmula com tudo de paganismo religioso. Com a qual as pessoas que a reproduzem pensam, tal como os pagãos, que é no seu muito repetir as mesmas palavras, como uma cassete, que obtêm do seu Deus todo-poderoso, como o padrinho de uma grande máfia, a satisfação dos seus egoísmos individuais, familiares e corporativos. E não é que, cem anos depois, a reza do terço continua ainda a ser o que mais se realiza em Fátima, puro paganismo, pura alienação, pura beatice, nenhuma espiritualidade transformadora do ser-viver das pessoas e das sociedades?! Uma humilhação de todo o tamanho, que deveria envergonhar os clérigos que, com a sua presença em grande número, mas sempre bem à parte e bem acima das multidões e rodeados de honras e de privilégios, continuam a dar cobertura a toda aquela pantomina sem pés nem cabeça. Um vómito sagrado, milhões de vezes repetido, ao longo de cem anos, num país e num continente cada vez mais egoístas, insolidários, corruptos, exploradores, sem quererem saber das pessoas mais fragilizadas para nada. As quais, assim, ficam cada vez mais entregues à sua solidão e ao seu abandono, piores do que os cães e os gatos de estimação... Mas àquela imagem da senhora de Fátima é que não pode faltar nada, nem velas a arder dia e noite, nem clérigos, nem freiras, nem multidões humilhadas e carentes de tudo, nem dinheiro e ouro em quantidades inimagináveis, nem flores, nem andores, nem basílicas, nem bugigangas de recordação, nem sangue, nem lágrimas, nem gente a rastejar e ajoelhada, num sadomasoquismo de arrepiar..."

in "Fátima, S.A.", do Pe. Mário Oliveira

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Vinte e sete

Tenho um ano para me tornar numa estrela musical mundial!

Aceito CVs para o lugar de roadie.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Sabes que precisas de férias...

Sabes que precisas de férias quando te perdes no caminho a pé de vinte minutos do trabalho para casa... aquele caminho que fazes todos os dias há três meses, por aquelas ruas que conheces há dois anos.

Sabes que precisas de férias quando a partir das dezasseis horas o teu pestanejar demora três segundos a efectuar-se.

Sabes que precisas de férias quando douradinhos se tornam uma iguaria porque sujam pouca louça e dão pouco trabalho.

Sabes que precisas de férias quando os teus finais de dia são uma constante batalha ideológica entre o "devia ir para casa descansar" e o "devia sociabilizar com pessoas extra-trabalho" e o "mas vou ficar com sono" e o "mas já prometi o café há muito tempo" e o "quero dormir" e o "quero falar".

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O cérebro tem razões que a própria razão desconhece

Hoje, o perfume de uma transeunte fez-me lembrar um jogo de Game Boy.
Não sei qual, mas fez. 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Cheiros

Metro. Aquele local que me faz questionar se existe diferença entre "cheirar demasiado a gente" e "cheirar a demasiada gente".

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Facilidades

Ser ateu é mentalmente muito mais fácil do que ser católico. Não existe aquele conflito de acreditar num ser omnipotente E benevolente, quando se vive num mundo com cada sofrimento maior do que o outro.

Porque não se pode escrever direito em linhas tão tortas...