terça-feira, 6 de outubro de 2015

Cups: the final frontier

Não sou propriamente daquele tipo de pessoas que diz e pensa: "andam a gastar tanto dinheiro na investigação espacial, quando podiam estar a usá-lo na descoberta da cura para o cancro", mas há coisas que me irritam.
Estamos em dois mil e quinze e existe já uma espécie de copo que foi especialmente criada para beber whisky no espaço, com todo um design que resolve os problemas da ausência de gravidade, quando se quer apanhar uma borracheira sem ser por palhinha. No entanto, ainda ninguém inventou um raio de um copo que não ganhe condensação por fora e que evite que as gotas de água pinguem sobre as minhas calças de cada vez que levo a bebida aos lábios. Das duas uma, ou tenho que me colocar em poses estranhas, debruçado sobre a mesa, para evitar este tipo de situação, ou acabo por parecer que me salpiquei todo quando fui ao quarto-de-banho.
Não entendo este mundo!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Pequeno diário 96

A partir de hoje, pelo menos durante os próximos quatro anos, os pequenos diários serão sempre "Lisboa edition".

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Phantástico

Creio que já aqui dissertei sobre a minha opinião sobre os rótulos. Acho-os limitativos, castradores, impeditivos de liberdade. A existência de um rótulo implica que algo é estático, concreto, finito... a não ser que o rótulo se generalize, mas aí perde-se o seu sentido de rotular o que quer que seja. O rótulo descrimina. Compreendo a necessidade das etiquetas, uso-as, mas internamente rejeito-as tanto quanto possa.

Imaginem uma Utopia em que tudo era apenas existente, sem nome...
Se um smartphone não tivesse nome e se um tablet não tivesse nome, hoje viveríamos num mundo melhor, sem que tivéssemos que chamar a uma coisa o terrível nome de phablet.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Bebé a bordo

Condutores de carros com o dístico "Bebé a Bordo" que não possuam, de facto, um mini ser-humano no automóvel, deveriam ser multados. É que eu sou uma pessoa que gosta de, frequentemente, acelerar de forma desenfreada no meio do transito e espetar uma valente traseirada no carro da frente, e quando vejo um auto-colante destes já não o faço. Acontece que, por vezes, quando ultrapasso o dito veículo alvo dos meus desejos de violência, verifico que afinal não existe nenhum bebé no habitáculo.
Considero isto um atentado à minha liberdade e uma desonestidade por parte do condutor da frente, e acredito que medidas sérias devem ser tomadas o mais rapidamente possível!

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Sono vezes sono

Tenho andado com tanto sono que hoje até sonhei que dormia. Não. Não foi o típico sonhar que sonhava. Foi mesmo sonhar que dormia. 
A coisa é tão séria que os primeiros sons da manhã apenas me acordaram do sono sonhado. O sono real, só passados um minuto, quando o despertador tocou.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Fazer as malas OU Como ganhar uma constipação

"Leva já o máximo de coisas possíveis para Lisboa!" - digo eu, de mim para mim. "Assim quando te mudares definitivamente já é menos tralha para levar."
Aproximo-me do móvel do canto, abro as portas de par em par e respondo-me "E a maioria deste calçado todo pode ir, especialmente o de Inverno. Por duas semanas não deves precisar dele... ainda estamos no Verão!"

Passados dois dias, dou por mim a lamentar ainda não ter feito a minha viagem de refúgio espiritual ao Tibete, onde aprenderia muita coisa com aqueles monges que conseguem secar um lençol molhado em duas horas, apenas com o calor corporal e o poder da meditação. 
É que em cinco minutos consegui que as minhas calças ficassem molhadas até aos tomates!! O raio do guarda-chuva de pouco serve quando o vento faz com que a mesma se desloque na horizontal!! E já passaram três horas e ainda sinto bastante humidade!! E os pés estão piores!! Porque o Rui Pi teve a feliz ideia de dizer ao Rui Pi que era feliz ideia levar a maioria do calçado para trezentos quilómetros de distância!!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Jolie

Eu ainda sou do tempo em que corria o boato que os lábios da Angelina Jolie eram fruto de um procedimento de cirurgia estética que envolvia os lábios vaginais de um cadáver.

Lembrei-me.