quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Phantástico

Creio que já aqui dissertei sobre a minha opinião sobre os rótulos. Acho-os limitativos, castradores, impeditivos de liberdade. A existência de um rótulo implica que algo é estático, concreto, finito... a não ser que o rótulo se generalize, mas aí perde-se o seu sentido de rotular o que quer que seja. O rótulo descrimina. Compreendo a necessidade das etiquetas, uso-as, mas internamente rejeito-as tanto quanto possa.

Imaginem uma Utopia em que tudo era apenas existente, sem nome...
Se um smartphone não tivesse nome e se um tablet não tivesse nome, hoje viveríamos num mundo melhor, sem que tivéssemos que chamar a uma coisa o terrível nome de phablet.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Bebé a bordo

Condutores de carros com o dístico "Bebé a Bordo" que não possuam, de facto, um mini ser-humano no automóvel, deveriam ser multados. É que eu sou uma pessoa que gosta de, frequentemente, acelerar de forma desenfreada no meio do transito e espetar uma valente traseirada no carro da frente, e quando vejo um auto-colante destes já não o faço. Acontece que, por vezes, quando ultrapasso o dito veículo alvo dos meus desejos de violência, verifico que afinal não existe nenhum bebé no habitáculo.
Considero isto um atentado à minha liberdade e uma desonestidade por parte do condutor da frente, e acredito que medidas sérias devem ser tomadas o mais rapidamente possível!

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Sono vezes sono

Tenho andado com tanto sono que hoje até sonhei que dormia. Não. Não foi o típico sonhar que sonhava. Foi mesmo sonhar que dormia. 
A coisa é tão séria que os primeiros sons da manhã apenas me acordaram do sono sonhado. O sono real, só passados um minuto, quando o despertador tocou.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Fazer as malas OU Como ganhar uma constipação

"Leva já o máximo de coisas possíveis para Lisboa!" - digo eu, de mim para mim. "Assim quando te mudares definitivamente já é menos tralha para levar."
Aproximo-me do móvel do canto, abro as portas de par em par e respondo-me "E a maioria deste calçado todo pode ir, especialmente o de Inverno. Por duas semanas não deves precisar dele... ainda estamos no Verão!"

Passados dois dias, dou por mim a lamentar ainda não ter feito a minha viagem de refúgio espiritual ao Tibete, onde aprenderia muita coisa com aqueles monges que conseguem secar um lençol molhado em duas horas, apenas com o calor corporal e o poder da meditação. 
É que em cinco minutos consegui que as minhas calças ficassem molhadas até aos tomates!! O raio do guarda-chuva de pouco serve quando o vento faz com que a mesma se desloque na horizontal!! E já passaram três horas e ainda sinto bastante humidade!! E os pés estão piores!! Porque o Rui Pi teve a feliz ideia de dizer ao Rui Pi que era feliz ideia levar a maioria do calçado para trezentos quilómetros de distância!!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Jolie

Eu ainda sou do tempo em que corria o boato que os lábios da Angelina Jolie eram fruto de um procedimento de cirurgia estética que envolvia os lábios vaginais de um cadáver.

Lembrei-me.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Pequeno diário 95

Quando os painéis informativos das auto-estradas dizem coisas do género "Circule com precaução. Mantenha a distância de segurança." ou "Viage em segurança. Circule pela direita.", sinto sempre que estão simplesmente a meter conversa, para não estarem calados.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

The Fraud Police

"I've had a problem feeling real all my life.
I didn't know until recently how absolutely universal that feeling is. For a long time, I thought I was alone. Psychologists have a term for it: imposter syndrome. But before I knew that phrase existed, I coined my own: The Fraud Police.
The Fraud Police are the imaginary, terrifying force of 'real' grown-ups who you believe - at some subconscious level - are going to come knocking on your door in the middle of the night, saying:
We've been watching you, and we have evidence that you have NO IDEA WHAT YOU'RE DOING. You stand accused of the crime of completely winging it, you are guilty of making shit up as you go along, you do not actually deserve your job, we are taking everything away and we are TELLING EVERYBODY."

in "The Art of Asking; or, How I Learned To Stop Worrying and Let People Help", de Amanda Palmer.