sexta-feira, 31 de julho de 2015

Pequeno diário 93

Dormir. Dormir não resolve tudo, mas quase.
Ontem cheguei ao fim do trabalho a pensar que ia passar mais de metade do dia de hoje à procura de um problema. 
Hoje, ainda nem o computador tinha ligado, e já eu o tinha encontrado e descoberto a solução.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Herrar é o mano

Sou apologista do "aprender com os erros". Talvez porque cometa muitos, talvez apenas porque acredito na constante evolução pessoal.
Sou especialmente apologista do "aprender com os erros dos outros". Claro que vivermos as coisas por nós próprios dá sempre outra perspectiva, mas os erros dos outros são fantásticos. Se aprendermos com eles, escusamos de ser nós a comete-los.
Apesar de todas as coisas positivas que podem nascer de um erro, por norma, errar implica sofrimento. Se calhar estamos sempre dependentes do sofrimento dos outros para que possamos avançar mais um degrau na escada da vida*.
Se calhar, uma alma caridosa deveria oferecer-se para errar por toda a comunidade. Uma corrente filosófica qualquer diz que uma acção é tanto melhor quando maior for o número de pessoas a quem causa bem-estar (ou algo do género, vocês perceberam a ideia!). A pessoa, eventualmente, iria ser beatificada, o que me parece compensação suficiente pelo sofrimento, e um grande número de indivíduos iria evoluir de forma muito menos penosa. O mundo seria um lugar melhor!


*Não confundir com escola da vida.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Pequeno diário 92

A forma como um trolha estereotipado reage quando passa uma gaja boa é a forma como eu reajo quando passa um cão fofinho.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Julgamentos de juízos

Por norma, não gosto de julgar as pessoas, e esforço-me para não o fazer. Mas há duas coisas que são mais fortes que eu e que fazem com que assuma logo que a pessoa em questão não tenha personalidade própria e/ou se ache o maior da rua dela no meio dos complexos de inferio-profundidade.

1- Pessoas cujo toque de telemóvel é o pré-definido.
2- Pessoas cuja legenda das fotografias do Facebook é uma frase quase sempre filosófica que nada tem a ver com a imagem em si ou o seu contexto.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Pequeno diário 91

Quis o universo que os pequenos diários mudassem novamente...

segunda-feira, 6 de julho de 2015

A lavagem do sexismo

Numa entrevista, Dustin Hoffman fala sobre a sua experiência fazendo o papel de uma mulher, num filme.

"Se era para ser uma mulher, queria ser tão bonita quanto possível. Eles disseram-me 'Isto é o mais bonito que te conseguimos fazer.'
E eu fui para casa e comecei a chorar em frente à minha mulher e disse 'Tenho que fazer este filme.' E ela disse, 'Porquê?' e eu disse 'Porque eu acho que sou uma mulher interessante quando me vejo no ecrã e eu sei que, se me conhecesse a mim própria numa festa, nunca iria falar com aquela personagem porque ela não preenche os requisitos físicos, as exigências, que somos criados a pensar que uma mulher tem que preencher para que a convidemos para sair.'
Ela disse, 'O que estás a querer dizer?' e eu disse 'Há demasiadas mulheres interessantes que eu não tive a experiência de conhecer nesta vida porque fui sujeito a uma lavagem cerebral.' Não é o que eu senti que é ser uma mulher. É o que senti sendo alguém que as pessoas não respeitam pelas razões erradas."

Tradução livre da entrevista de Dustin Hoffman para o American Film Institute.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Assembleie-se

Assembleia municipal: cinquenta por cento politiquice, cinquenta por cento campanha eleitoral, cinquenta por cento escola primária.*

Por vezes, dou por mim a ter pena de não ter vocação para ser mais politicamente interventivo. Na minha cabeça, o serviço à população nunca funcionará devidamente enquanto se mantiver naqueles cinquentas por cento, e outros tantos. Demasiada estratégia e demasiada competição. Se não sou o melhor na primeira, não gosto da segunda nem a aceito como um modo de se governar o que quer que seja. A entrar nesse antro de perdição que é a política, teria que incorporar uma khaleesi** e não ser mais uma engrenagem, mas sim quebrar as engrenagens!

No meio disto tudo, fico-me conforme vou sabendo ser: não um homem de políticas, mas um homem de causas.


*Contas feitas mais ao menos ao estilo de um qualquer orçamento.
**Referência a "Game of Thrones", para os desentendidos.