Quis o universo que os pequenos diários mudassem novamente...
sexta-feira, 10 de julho de 2015
segunda-feira, 6 de julho de 2015
A lavagem do sexismo
Numa entrevista, Dustin Hoffman fala sobre a sua experiência fazendo o papel de uma mulher, num filme.
"Se era para ser uma mulher, queria ser tão bonita quanto possível. Eles disseram-me 'Isto é o mais bonito que te conseguimos fazer.'
E eu fui para casa e comecei a chorar em frente à minha mulher e disse 'Tenho que fazer este filme.' E ela disse, 'Porquê?' e eu disse 'Porque eu acho que sou uma mulher interessante quando me vejo no ecrã e eu sei que, se me conhecesse a mim própria numa festa, nunca iria falar com aquela personagem porque ela não preenche os requisitos físicos, as exigências, que somos criados a pensar que uma mulher tem que preencher para que a convidemos para sair.'
Ela disse, 'O que estás a querer dizer?' e eu disse 'Há demasiadas mulheres interessantes que eu não tive a experiência de conhecer nesta vida porque fui sujeito a uma lavagem cerebral.' Não é o que eu senti que é ser uma mulher. É o que senti sendo alguém que as pessoas não respeitam pelas razões erradas."
Tradução livre da entrevista de Dustin Hoffman para o American Film Institute.
"Se era para ser uma mulher, queria ser tão bonita quanto possível. Eles disseram-me 'Isto é o mais bonito que te conseguimos fazer.'
E eu fui para casa e comecei a chorar em frente à minha mulher e disse 'Tenho que fazer este filme.' E ela disse, 'Porquê?' e eu disse 'Porque eu acho que sou uma mulher interessante quando me vejo no ecrã e eu sei que, se me conhecesse a mim própria numa festa, nunca iria falar com aquela personagem porque ela não preenche os requisitos físicos, as exigências, que somos criados a pensar que uma mulher tem que preencher para que a convidemos para sair.'
Ela disse, 'O que estás a querer dizer?' e eu disse 'Há demasiadas mulheres interessantes que eu não tive a experiência de conhecer nesta vida porque fui sujeito a uma lavagem cerebral.' Não é o que eu senti que é ser uma mulher. É o que senti sendo alguém que as pessoas não respeitam pelas razões erradas."
Tradução livre da entrevista de Dustin Hoffman para o American Film Institute.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Assembleie-se
Assembleia municipal: cinquenta por cento politiquice, cinquenta por cento campanha eleitoral, cinquenta por cento escola primária.*
Por vezes, dou por mim a ter pena de não ter vocação para ser mais politicamente interventivo. Na minha cabeça, o serviço à população nunca funcionará devidamente enquanto se mantiver naqueles cinquentas por cento, e outros tantos. Demasiada estratégia e demasiada competição. Se não sou o melhor na primeira, não gosto da segunda nem a aceito como um modo de se governar o que quer que seja. A entrar nesse antro de perdição que é a política, teria que incorporar uma khaleesi** e não ser mais uma engrenagem, mas sim quebrar as engrenagens!
No meio disto tudo, fico-me conforme vou sabendo ser: não um homem de políticas, mas um homem de causas.
*Contas feitas mais ao menos ao estilo de um qualquer orçamento.
**Referência a "Game of Thrones", para os desentendidos.
sábado, 27 de junho de 2015
Atentados
Começa a tornar-se habitual haver atentados terroristas pouco tempo antes de eu ir de férias para os locais onde eles ocorrem...
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Oito zero zero
Terça-feira, 23 de Junho, fim da noite. Lembro-me que não trabalho no dia seguinte e, antes de adormecer, desligo o despertador.
Quarta-feira, 24 de Junho, noite. Deito-me, cheio de sono e adormeço que nem um bebé.
Quinta-feira, 25 de Junho, seis da manhã. Abro os olhos de repente, como naqueles filmes em que o cadáver afinal não o é e acorda. "Hoje trabalho!". Pego no telemóvel e ligo o despertador para a hora do costume.
Quinta-feira, 25 de Junho, oito da manhã. O despertador toca.
Que fantástico o sentimento de me aperceber que o meu cérebro funciona automaticamente melhor do que aquilo que eu espero dele.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Turn it off
Às vezes o pensamento é "era tão bom se o mundo tivesse um botão de turn off".
Outras vezes o pensamento é "será que depois do off, voltaria a carregar no on?".
terça-feira, 16 de junho de 2015
Super Rápido
Porque é que é bastante comum que uma loja que faça cópia de chaves seja também uma loja de reparação de calçado? Já vi disto em todo o país, ou seja, excluo a hipótese de ser apenas uma conjugação estranha de uma determinada localidade. O que têm a ver as chaves com as solas? Nem sequer usam os mesmos materiais ou os mesmos instrumentos. Será por motivos legais? Será por motivos ilegais?
E, já agora, porque é que quase todas essas lojas têm "rápido" no nome, normalmente "super rápido" até? Será a versão chaves-calçado dos cafés "central" e "ponto-de-encontro"?
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