segunda-feira, 23 de março de 2015

Discriminação

Vendo bem, acho que a discriminação por causa da cor da pele, do sexo, da orientação sexual, da presença de tatuagens, piercings e barba, do penteado, da etnia, da forma de vestir (...) dificilmente irá acabar quando ainda há sites que para "ajudar" quem procura emprego, sugerem que a pessoa abdique de usar um endereço "hotmail.com" como contacto profissional.

Quanto a possibilidade de ter um emprego é posta em causa pelo serviço de correio electrónico que cada pessoa decide usar para uso próprio, muita coisa está muito pior do que o que parece...

Para se ser privilegiado é preciso ser caucasiano, homem, heterossexual, monogâmico, ter a pele imaculada, vestir bem, fazer a barba todos os dias e... ter conta Gmail.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Sex sells

Dou por mim a aperceber-me que, de facto, sexo vende quando reparo que conheço demasiadas muitas músicas da Beyoncé só por causa dos videoclips
Não sou sequer fã das músicas dela.

Guess I am ready for that jelly...

quarta-feira, 11 de março de 2015

Long live the queen

São dez da manhã e o Discovery Channel diz-me que a rainha de Inglaterra é um alien reptiliano com duzentos anos.

Bom dia!

domingo, 8 de março de 2015

Pequeno diário 85

Tirei a t-shirt debaixo do sol. Olhei para mim.
Sinto-me um bocado albino.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Cinquenta e cinco

Não sei o que se passa este ano com as pessoas que passam parte do seu tempo na internet, que parece que passam mais tempo a contar o número de páginas de um livro de trezentos e sessenta e cinco dias do que a escrever alguma coisa nelas...

Já por isso é que eu prefiro um Moleskine com páginas em branco, sem linhas e muito menos numeração. Tanto dá para a escrita, como para os rabiscos... e se não preencher nada, a data do vazio fica no segredo dos deuses.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Pequeno diário 84

Há quem diga que não dá sangue porque tem medo de agulhas.

Minha gente, na dádiva de sangue, o medo que se deve ter não deve ser das agulhas; deve ser de eventualmente arrancar o penso rápido de um braço peludo.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Bolseiro

Há coisas que, de facto, identificam os cientistas/bolseiros de investigação deste país, especialmente entre eles.
Para essa casta da sociedade, o estado de quase escravatura moderna, nas mãos de diferentes elementos, instituições ou circunstâncias, é uma normalidade.

No caso de haver um elemento que não esteja a trabalhar, em conversa sobre o futuro, nunca se diz naturalmente "quanto estiveres novamente a trabalhar" ou "quando voltares a estar empregado". Diz-se "quando voltares a receber".
O dinheiro na vida de um cientista/bolseiro é quase um extra. Em Portugal, não temos profissão, temos estilo de vida.