terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Pequeno diário 82

Desisto de reciclar. Vou adoptar um carro com maiores emissões de dióxido de carbono. Vou trocar tudo o que é LED por lâmpadas das antigas. Ganharei o hábito de queimar pneus. Começarei a fumar só para poder atirar beatas mal apagadas para o meio do monte. Vou preferir aparelhos de classe energética de E em diante.

Quero aquecimento global! 
Obrigado.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Mamas evolutivas

Qualquer pessoas que conviva rotineiramente com mulheres, especialmente qualquer pessoa que possua um pénis como órgão sexual, saberá bem o que implica aquela meia-dúzia de dias antes do período. Como é do conhecimento comum, e como múltiplas imagens no 9GAG fazem saber, nesses dias, as mulheres (ou grande parte delas) podem transformar-se em seres que vão de um pequeno gato com as garras de fora até ao Sauron versão feminina.

Acontece que o ser humano, não diferente de qualquer outro mamífero, tem o objectivo último de se reproduzir. Também não diferente, a atracção é algo que tem que acontecer entre os sexos para que esse objectivo se cumpra. 
Mas, perguntam vocês, qual é o macho que se atreve sequer a aproximar de uma fêmea que ameaça destruir a galáxia à mínima provocação? Qual o motivo que leva uma criatura indefesa a aproximar-se da presa? A minha resposta é: mamas!
As forças evolutivas e adaptativas, em toda a sua sapiência milenar, compensaram a situação com algo que, com toda a certeza, consegue captar a atenção dos carregadores de espermatozóides. Precisamente na altura em que as mulheres estão num estado mais social/comportamental/psicologicamente inconveniente, os seus seios tornam-se mais firmes, arredondados, arrebitados, em suma: apelativos! Os pobres machos amedrontados têm então uma fonte de inspiração que lhes dá coragem para enfrentar feras, perpetuando, eventualmente, a espécie.

Num próximo episódio, iremos estudar e tentar descobrir se a firmeza das mamas é inversamente proporcional com a simpatia pré-menstrual.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Conscientemente

"Libet fez uma experiência em que pediu às pessoas que flectissem o punho, o que lhe permitiu medir três coisas: o momento em que as pessoas decidiram conscientemente flectir o pulso, o momento em que a actividade cerebral foi iniciada e o momento em que o pulso de facto foi flectido. A experiência produziu resultados chocantes. Libet descobriu que a primeira coisa a acontecer foi o início da actividade cerebral. Um terço de segundo depois a decisão consciente foi tomada e duzentos milissegundos mais tarde o pulso foi flectido."
"A actividade cerebral ocorreu antes da decisão consciente?", admirou-se Maria Flor. "Antes? Quer dizer que a decisão consciente não iniciou a acção?"
"Foi o que a experiência de Libet demonstrou", confirmou o doutor Colaço. "As consequências dessa descoberta são, como pode calcular, profundas. Parece que o cérebro toma primeiro uma decisão e só depois informa a consciência dessa decisão, tendo contudo o cuidado de a convencer de que foi ela que decidiu. Ou seja, as decisões conscientes parecem-nos conscientes, mas não o são. A consciência não passa de uma ilusão, não no sentido de que não existe, mas no sentido de que é algo diferente do que pensamos.""

Excerto do livro "A Chave de Salomão" de José Rodrigues dos Santos.

Numa perspectiva científica de quem está só a ler o excerto, sem bases nenhumas nem confirmação do background, acho que o começo da actividade cerebral antes da decisão consciente pode não significar uma decisão inconsciente, mas apenas um arranque do cérebro para processar o que tem que fazer; um meter a primeira antes de arrancar com o carro.

Noutra perspectiva, cada vez mais vejo, acredito e me forço a afirmar que tudo o que fazemos é fruto de instintos (ou do inconsciente que, para o caso, vai dar ao mesmo). Não somos mais do que bichos com a mania que sabem o que fazem... quando não sabem coisa nenhuma.
Por outro lado... fico a pensar que, por vezes, a vida é o meu inconsciente, e eu sou um consciente que acha que toma as decisões que ela já fez acontecer.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Quinze

Por norma, tenho anos bons com pontos maus. Dois mil e catorze foi um ano mau com pontos bons.

Hoje a manhã começa bem. Regresso a casa com um sorriso na cara, o sol aquece-me, e ela liga-me mesmo a tempo de apanhar o final de um "Circle of Life " que a rádio se lembrou de tocar, alto e bom som. Só posso interpretar isto como um bom augúrio.

Siyo Nqoba!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Avenida D. Rui Pi

Não quero dar o meu nome a uma rua.
Imaginem que calhava de ser daquelas ruas que depois tinha má fama, daquelas ruas cheias de drógádos e gangs, daquelas ruas por onde as pessoas não gostam de passar porque tem lixo em todo o lado, cheira mal e cuja oferta de serviços sexuais é de fraca qualidade? Mais vale não arriscar.

E estátua. Também não quero uma estátua minha. Ainda corro o risco de as pessoas olharem mais para o meu volume genital do que para a minha cara mal esculpida, como o outro... 
Era chato.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Pequeno diário 81

Já que não precisam de ensinar as crianças a cantar aquela música cuja gravação deve ter uns cinquenta anos, ao menos que treinem o Coro de Santo Amaro de Oeiras para evitar a cara de frete com que todos os anos presenteiam Portugal.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Pequeno diário 80

Lembrei-me daquele colega da Escola Primária que levava tantas vezes da professora que passava o tempo a encolher-se mal ela se aproximava.