quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Quinze

Por norma, tenho anos bons com pontos maus. Dois mil e catorze foi um ano mau com pontos bons.

Hoje a manhã começa bem. Regresso a casa com um sorriso na cara, o sol aquece-me, e ela liga-me mesmo a tempo de apanhar o final de um "Circle of Life " que a rádio se lembrou de tocar, alto e bom som. Só posso interpretar isto como um bom augúrio.

Siyo Nqoba!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Avenida D. Rui Pi

Não quero dar o meu nome a uma rua.
Imaginem que calhava de ser daquelas ruas que depois tinha má fama, daquelas ruas cheias de drógádos e gangs, daquelas ruas por onde as pessoas não gostam de passar porque tem lixo em todo o lado, cheira mal e cuja oferta de serviços sexuais é de fraca qualidade? Mais vale não arriscar.

E estátua. Também não quero uma estátua minha. Ainda corro o risco de as pessoas olharem mais para o meu volume genital do que para a minha cara mal esculpida, como o outro... 
Era chato.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Pequeno diário 81

Já que não precisam de ensinar as crianças a cantar aquela música cuja gravação deve ter uns cinquenta anos, ao menos que treinem o Coro de Santo Amaro de Oeiras para evitar a cara de frete com que todos os anos presenteiam Portugal.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Pequeno diário 80

Lembrei-me daquele colega da Escola Primária que levava tantas vezes da professora que passava o tempo a encolher-se mal ela se aproximava.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Soft Power dos Segredos

Enquanto estão em exercício de funções, falam muito, mas dificilmente dizem algo de jeito. Quando acaba, continuam a falar, mas o conteúdo é ainda menos útil. 
Cá fora, ninguém sabe bem o que eles fazem e/ou como ganham a vida. Apenas se sabe que fazem umas presenças aqui e além, a troco de uma bela quantia.

No fundo, ser ex-concorrente de reality show ou ser ex-presidente da república/primeiro-ministro/ministro é basicamente a mesma coisa. 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Mi casa es mi casa

Não sei como é nos outros países, mas em Portugal há a modinha de mostrar a casa toda às visitas que ainda não a conhecem.
Mas quem é que teve a feliz ideia de inventar isto? É que uma pessoa não é obrigada a ter a casa sempre impecável... e depois se a visita aparece mais ou menos de surpresa, é o drama. Ou se é rude por não se mostrar o lar, ou se é badalhoco.

O mundo fica já avisado que eu, quando morar numa casa a sério, por minha conta, não vou mostrar a casa a ninguém, ou quase ninguém. Quanto mais não seja, porque vou ter as paredes cheias de nus artísticos e não me apetece chocar (muito) o pessoal.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Pequeno diário 78

Pensamento: uma relação amor-ódio é uma relação conflirtuosa.