quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Perdoa se peço demais

"Como diz a filósofa Pamela Hieronymi, "Um mal passado contra ti, que fica na tua história sem um pedido de desculpa, expiação, retribuição, castigo, restituição, condenação, ou outra coisa qualquer que o faça reconhecer como errado, quer dizer algo. Diz que, na prática, tu podes ser tratado dessa maneira, e que tal tratamento é aceitável." Isto é um dos propósitos dos pedidos de desculpa - reparar o status da vítima. Se me empurras e eu não digo nada, estás a tirar-me a dignidade. Um simples "peço desculpa" pode fazer maravilhas, porque estás a mostrar respeito por mim como pessoa; estás a reconhecer a mim, e possivelmente outros, que não é aceitável fazeres-me mal sem uma causa. Se não dizes nada, estás a enviar uma mensagem bastante diferente. Sem um pedido de desculpas, eu posso ser tentado a recuperar o meu status através de retaliação. Se me empurras e eu te empurro como resposta, eu mostrei que sou um homem que deve ser reconhecido, o que fará com que, no futuro, seja menos provável magoares-me. Mas isto funciona apenas se souberes quem te empurrou e porquê. (Se pensas que foi outra pessoa, ou que eu o fiz por sem querer, então falhei.)"

Tradução livre de um excerto do livro "Just Babies: The Origins of Good and Evil", de Paul Bloom.

Pedir desculpa nem sempre é fácil, mas pode fazer maravilhas. Pedir desculpa não cura o mal que foi feito, mas alivia. É perceber que o foi feito foi mau e, mais do que melhorar o estado da pessoa lesada, é uma aprendizagem para o futuro de quem faz mal. Desculpas sinceras, na altura certa, podem fazer pequenos milagres.
Para mim, um pedido de desculpas feito com consciência é capaz de curar tudo. Para muitos, é apenas o começo de um período de luto, que eventualmente terminará. Seja qual dos efeitos que provoque, acho que um dos sinais máximos de inteligência é saber pedir desculpa e, acima de tudo, sentir as desculpas que são pedidas.

Peço desculpa pelo título.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Aquele cheiro a mofo

Entro e sinto aquele cheiro a mofo. Traz-me à memória tempos que parecem de há uma vida atrás.
Os ensaios (com excesso de qualidade para o defeito de quantidade), o nervosismo, os convites para a família, os amigos que eram só colegas (mas que eu tinha o secreto desejo de que fossem daqueles amigos a sério... hoje em dia não falamos), a entrada, o nervosismo, a vestimenta (calças de ganga, t-shirt da academia com um logótipo horrendo, sempre!). As afinações, as desafinações, os tremores nas mãos que serviam para enganar o público perante um vibrato perfeito. Olhar com carinho para quem me ensinou mais do que música... e para quem não me ensinou senão música. As luzes, o calor, os aplausos. Os jantares, os vidros partidos, as histórias de vida.
Tanta coisa que aconteceu, há uma vida atrás, naquele cheiro a mofo.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Lição de moral

"Alguém uma vez me disse - e não tenho certeza de que estivesse a brincar - que a moralidade não é nada mais do que as regras sobre com quem podes ou não podes fazer sexo."

Tradução livre de um excerto do livro "Just Babies: The Origins of Good and Evil" de Paul Bloom.

Hmmm... Pois...

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Jesus vs. Moisés

Jesus é que é a cena, e criou-se uma religião à volta dele, inspirada nele mas, honestamente, Moisés era muito mais badass e digno de apreciação.
Vejamos:

Jesus: Pegou num copo com água, fez das suas e transformou-o num copo com vinho.
Moisés: Chegou-se ao maior rio do mundo e transformou-o em sangue. Sangue!!

Jesus: Caminhou sobre as águas.
Moisés: Dividiu o fucking mar ao meio para o pessoal todo passar.

Jesus: Uma sardinha = muitas sardinhas.*
Moisés: Um pau = uma cobra.
*Aqui pode dizer-se que há um empate, porque uma sardinhada sabe sempre bem.

Jesus: Quando o pessoal disse que não gostava dele, deixou que o matassem.
Moisés: Quando o pessoal disse que não gostava dele, lançou dez pragas sobre a maior civilização da época.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Aumentos

O pessoal aumenta as mamas, os bíceps, os lábios, o rabo, o pénis...
Eu, se pudesse, aumentava a bexiga. É que isto de a ter pequena quando passo o dia a beber para ver se hidrato a garganta e curo esta tosse maldita... 
Haja paciência!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Procuras no autocarro

Acho piada a muita coisa.
Acho especialmente piada às pessoas que entram num autocarro e olham para cima à procura do número do seu lugar. Como não encontram a marcação dos lugares escrita na parte de cima do veículo... continuam a olhar para cima! Certamente pensam que, eventualmente, o sistema de marcação há-de mudar a meio do bus, com sorte, mesmo por cima do assento indicado no seu bilhete.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Metálico

Surgiu a dúvida:
Os metaleiros deixam crescer o cabelo para fazer headbanging ou é a força centrífuga dessa acção que faz com que o cabelo seja puxado para fora da cabeça (que nem um boneco) com maior rapidez do que nas outras pessoas?