Porque é que em 2014 os media continuam a designar coisas como o Skype como "novas tecnologias"?
segunda-feira, 30 de junho de 2014
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Existencialidades de criança
Outro dia deparei-me com a seguinte frase:
"Podes levar um cavalo à água, mas não podes provar que alguma coisa seja real."
Lembrei-me que, quando era mais novo, ainda uma criança, pensava várias vezes (especialmente quando me apercebia que até tinha uma boa vida) que havia sempre a possibilidade de, na realidade, eu ser um puto miserável que estava apenas em coma a imaginar anos e anos de vida. Pensava no choque que seria se acordasse, ao mesmo tempo que desejava acordar para, pelo menos, saber qual a real realidade da minha vida... largar a bênção da ignorância.
Hoje em dia, tenho deixada para trás a ideia do coma e fico-me apenas com a ideia de que pode nada disto ser real e que há um número infinito de hipóteses alternativas a um simples estado vegetativo.
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Devo preocupar-me?
Há uns três meses sonhei que entrei numa espécie de colégio interno nazi. Tirando o facto de eu andar revoltado com a situação e de os horários das aulas serem muito confusos, a cena era estranhamente normal.
Hoje voltei a sonhar com isso, ao longo de toda a noite (voltava ao sonho, mesmo depois de acordar e voltar a adormecer) e, no sonho, descobri que tinha andado a faltar às aulas nos últimos três meses.
Devo preocupar-me com a minha sanidade mental e/ou com o meu sub-consciente?
terça-feira, 17 de junho de 2014
O perdão da experiência
Sentado numa sala de espera, um estranho barulho de sucção rica em saliva é das poucas coisas que me distrai do cheiro a chulé e suor que se faz sentir. Olho para o lado e vejo um homem com os dedos na boca e a brincar com a dentadura. Todo um misto de nojo se apoderou de mim (o som era muito, muito nheca, à falta de melhor definição) e confesso que não estava cem por cento sem vontade de vomitar.
Chego a casa e conto o episódio ao meu irmão, ao que ele me responde "Não te esqueças que já usaste aparelho*". E assim, de repente, tem-se uma lição de vida. O meu passado não permitiu retirar a imagem nojenta da minha cabeça, mas deixou que houvesse uma espécie de perdão por aquela pessoa que estava simplesmente a passar o tempo.
*Removível.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Pequeno diário 72
Festejar os santos é para meninos. Cá em casa festejam-se os demónios.
Motxos, coruxas, xapos e brutxas...
Sexta-feira 13 é em Montalegre!
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Contemporânea clássica
A partir de que altura é que a arte contemporânea passa a ser considerada arte clássica? Quantos anos é que uma obra precisa de ter para mudar de estatuto?
Ou o conceito de "arte contemporânea" é algo que surgiu tão recentemente que ainda nenhuma peça passou pela experiência de passar a ser uma quase antiguidade.
De há quantos anos para cá é que uma coisa é contemporânea?
Tenho dúvidas.
terça-feira, 3 de junho de 2014
Pequeno diário 71
Da sala de espera, houve-se a conversa que acontece no gabinete ao lado.
"(...) São Vicente. Aquele do Auto da Barca do Inferno."
E os Pequenos diários voltam à sua contagem normal.
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