Há um ano atrás despedi-me dela com um misto de alegria e dor. Deixei-a (ou foi ela me deixou a mim?) com alguma mágoa, mas sabendo que ela já não havia como continuar o que havia entre nós. Deixou (e ainda deixa) saudades dos bons momentos, alguma angústia pelos maus, mas ambos sabíamos que havia chegado o fim. Deixei-a.
Não esperei encontrar outra tão rapidamente, mas encontrei. No entanto, nunca imaginei vir a gostar dela como gosto. Vista de fora, de longe, parecia fria e dava ares de que nunca me iria receber tão bem quanto recebeu. Achei que nunca iria criar a ligação que criei, especialmente sabendo que o que eu e ela tínhamos os dias contados. Mas reparei que tinha uma luz especial, um carisma particular. Quando dei conta, os dias contados passaram a ser mais do que o previsto...
Agora, ao fim de um ano, dou por mim exactamente na mesma situação, numa situação completamente diferente: a despedir-me. Mas há uma grande diferença em dizer adeus a um sítio onde começo a perder raízes e dizer adeus a outro onde as começo a ganhar.
Pode ser que volte. Espero voltar.
Para já, adeus Lisboa.