quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Pequeno diário - Lisboa edition 11

Não sou propriamente entendido no que toca a drogas mas, se é para serem vendidas na rua, porque é que não usam o jargão típico em vez de "haxixe" e "cocaína"? Ou então os vendedores percebem de marketing e analisam a possível clientela e, olhando para mim, pensam "Este é beto mas tem ar de quem precisa".
Só falta dizerem que a cocaína é para inalar.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O charme dos bebés

Sempre ouvi dizer que um homem com um bebé tem sempre um facto particularmente atractivo para o sexo feminino mas, daí até se deixar meia dúzia de utilizadoras do metro quase a começarem a agredir-se para oferecer o lugar ao cavalheiro com a criança ao colo...
Ou então tratava-se apenas de uma disputa cada vez mais típica de senhoras de meia idade e idosas para ver qual delas era melhor pessoa.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Pequeno diário - Lisboa edition 10

Já sei porque é que os lisboetas dizem "runião". Por estes lados uma semana tem mais reuniões do que dias. É para poupar saliva.

sábado, 9 de novembro de 2013

O futuro da análise de variáveis post scriptum

Escusado será dizer que, desde criança, tenho diversos planos de fuga de minha casa, em caso de invasão por bandidos. Todos eles com passagem obrigatória pela gaveta das facas.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O futuro da análise de variáveis

Não sou, de todo, uma pessoa pessimista. No entanto, costumo ter a mania de ver todas as possibilidades de algo correr mal em diversas situações, nomeadamente a nível estrutural e de disposição de objectos. O que pode cair, o que pode impedir acesso, o que pode estar mais exposto a um acidente, o que estará mais contaminado, o que é mais fácil de se perder, et cetera, et cetera.
Por vezes, penso que tenho que acalmar esta minha faceta. Mas depois penso que, se tudo correr bem, um dia hei-de ser velho, e ainda me pode dar jeito para eu não me pôr a subir escadotes sem me habituar à anca nova, ou andar sair à rua durante o Inverno só com o meu pijama de seda, ou subir dois andares de escadas com um cesto carregado de lenha...

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Opine-se!

Não sei se é o boom das redes sociais e a moda dos blogs* mas, parece que toda a gente é obrigada a ter opinião sobre tudo.
Porque é que uma pessoa não pode ter opinião sobre um assunto?
Em primeiro lugar, está no seu direito. Em segundo, pode nunca ter sequer ouvido falar do tema, ou então pode já saber do que se trata mas ainda estar a decidir o que pensar sobre. Em terceiro, o assunto pode nem merecer que se perca tempo com ele.

Se, por um lado, há aquelas pessoas que não admitem a inexistência de opinião, por outro há quem insista em querer saber a opinião de toda a gente sobre tudo. Em teoria isso é muito bonito e de valor mas, na prática, é um bocado chato.

Agora, pensando comigo mesmo depois de ler o que escrevi, se calhar é por isso que, normalmente, ando sempre nos extremos de quase não participar nas conversas ou de falar sobre tudo o que me vem à cabeça até ficar com a boca seca.

Qual é a vossa opinião sobre isto?

*Pode também ler-se como "Eu sei lá se são os chineses ou o caralho...".

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O valor da flexibilidade

Personalidade forte é uma daquelas características que toda a gente acha fantástica quando existe. Associa-se à personalidade forte a presença de pulso firme, a convicção de pensamentos, de opiniões, de ideias. Aquele que muda muito o que diz é fraco de espírito, não sabe o que quer, não percebe nada do assunto, é imprevisível e não é de confiança. O que pouca gente se dá ao trabalho de reparar, talvez guarnecida da sua personalidade forte, é que a flexibilidade e a adaptação estão na base da evolução de uma pessoa. Certamente que há uma linha entre a flexibilidade e o vira-casaquismo, mas não creio que haja assim tanta gente do lado o bengaleiro quanto se pensa ou diz. Simplesmente, gente forte, que se liberta do orgulho e se dá ao trabalho de ir pensando e aprendendo, não é vista como tal. Mudar de ideias, ideais e vontades nunca é visto como o esforço, inteligência e dedicação pessoal de que realmente se trata. 
Num mundo onde a moral e os valores estão cada vez mais tremidos, dá-se preferência aos pilares de pedra, ignorando-se as arquitecturas anti-sismo.