No meio do verde, do castanho, do amarelo, do som da água, do cantar dos melros, do nadar tranquilo dos cometas e das carpas, sob o olhar desatento das estátuas, caminho lentamente. Sozinho. Não falo, não penso, só ouço e sinto. Abrando o passo, porque algo me pede para assim o fazer, e contínuo a visita, parando de vez em quando para uma fotografia.
Vi tudo, sabendo que ainda falta tanto para ver. Sentei-me. Aqui o gorgolejar da água tem o volume perfeito para ser ouvido sem incomodar. Pego no livro e embrenho-me numa aventura citadina que pouco tem a ver com o sítio onde estou.
Já me podiam ter dito antes que a Estufa Fria é dos melhores pontos de interesse de Lisboa...
