sábado, 2 de novembro de 2013

Birds flying high, you know how I feel

Atravesso a cidade com o café na mão. Está mais quente do que eu previa; o dia, não o café. Subo a avenida e quando finalmente chego ao meu destino, aguardo dois minutos até que a jardineira e a senhora da bilheteira resolvam o problema dos relatórios. Pago os três euros e dez e entro no recinto que, tal o dia, era mais quente do que eu previa; não na temperatura, mas no sentimento que transmitia.

No meio do verde, do castanho, do amarelo, do som da água, do cantar dos melros, do nadar tranquilo dos cometas e das carpas, sob o olhar desatento das estátuas, caminho lentamente. Sozinho. Não falo, não penso, só ouço e sinto. Abrando o passo, porque algo me pede para assim o fazer, e contínuo a visita, parando de vez em quando para uma fotografia.
Vi tudo, sabendo que ainda falta tanto para ver. Sentei-me. Aqui o gorgolejar da água tem o volume perfeito para ser ouvido sem incomodar. Pego no livro e embrenho-me numa aventura citadina que pouco tem a ver com o sítio onde estou.


Já me podiam ter dito antes que a Estufa Fria é dos melhores pontos de interesse de Lisboa...

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Espantoso, espantoso, espantoso

Apercebi-me de que nunca adjectivei nada de "espantoso".

Espantoso!

Pronto... já perdeu o sentido a palavra. Espantoso, espantoso, espantoso...

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Um empurrão na entropia

Hoje, num estado melancólico-irritado, decidi ser causador de discórdia e responder em anónimo* a um comentário feito a uma notícia; um daqueles comentários feitos por gente parva que merece ser ignorada.

Às vezes sou assim. Gosto de viver no limite e caminhar da direcção de génio do mal.

*O anonimato começou por ser preguiça, mas acabou por evoluir para um "vou ser como os outros".

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Buldogue francês

Perdoem-me o estereotipanço mas, qual é a cena do pessoal das tatuagens e piercings com os buldogues franceses?
Na televisão, na rua, em revistas, na internet, parece ser o cão ideal para o género...

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Pense no meio ambiente antes de imprimir este post

Não é raro ver emails com assinaturas que, no final, normalmente escrito a verde, têm uma mensagem que obriga a pessoa a pensar duas vezes antes de imprimir a sua correspondência digital.
Eu já faço troca de emails há bastantes anos e NUNCA senti sequer a necessidade de imprimir um email. Porque raio é que o pessoal se lembra que imprimir ou não imprimir uma mensagem é algo assim tão importante para o ambiente? Uma pessoa com dois dedos de testa não se vai lembrar de imprimir duas frases da patroa a alterar a data da reunião, julgo eu. Porque é que não se lembram disso quando uma pessoa envia dez páginas de texto que pode perfeitamente ser corrigido directamente no ficheiro (o Word tem uma coisa completamente recente e inovadora que regista alterações e tudo!)?

Talvez seja porque fica bonito que, acompanhando o nosso nome, venha uma prova de que somos ambientalmente conscientes. E cenas verdes tornam sempre tudo mais ecológico...

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Em câmara lenta, como na TV

Ao descer a rua, passam por mim duas mulheres, na direcção oposta. Duas mulheres aparentemente normais, sem beleza de Hollywood ou verruga num nariz aquilino; no entanto, uma delas chamou-me a atenção. Uma observação mais profunda revelou-me que aquela que fazia o click até era a menos bonita das duas. O que ela tinha de diferente? O slow motion. Os seus passos, gestos e movimentos de cabeça eram feitos de forma mais lenta do que os da sua colega.

Se formos a ver bem, no cinema, o estilo e o charme cativantes estão quase sempre associados a uma cena de câmara lenta. Reparando bem (eu, que sou uma pessoa que gosta de analisar pessoas), de facto os transeuntes anónimos que emanam uma aura de charme são, em muitos casos, aqueles que caminham mais lentamente e se mexem mais devagar. Não um arrastar de movimentos, antes uma ligeira lentidão que não deixe de ter a assertividade de um passo acelerado.

A questão que surge é: o slowmo é realmente atraente, ou achá-mo-lo assim por o cinema nos ter ensinado dessa forma?

Talvez a lentidão de um permita que os outros à sua volta possam apreciar a pessoa de uma melhor forma... Talvez aquela destacável melancolia no meio do normal-apressado nos transmita uma ideia institivamente romântica...

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Faculdade da vida

Pessoas que dizem que estudaram na "Faculdade da Vida" na realidade só fizeram o nono ano de Homo sapiens sapiens. Caso contrário, saberiam que a vida é muito mais que um certificado.