Mais dia, menos dia, faz dois anos que, passado uma hora, reparei que estava à espera de ser sujeito a uma cirurgia no hospital errado.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Síndrome de filho não-único
Há uma série de atitudes que podem ser classificadas como "síndrome de filho único"; pequenos detalhes que mostram que certa pessoa nunca teve irmãos.
Se há coisa que os filhos únicos nunca poderão vivenciar é responderem pelo nome do irmão. Pais, avós, tios... são raros os superiores familiares que conseguem não trocar os nomes de dois (ou mais) irmãos. A cena chega ao ponto de se saber, quando se ouve um nome, se pretendem o dono do nome ou o seu mano.
publicado por Nuni Pi
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Amigos são como as músicas
Amigos são como as músicas. Podemos gostar muito daquele tema, mas nem sempre estamos com disposição para o ouvir e apreciar devidamente. Podemos adorar aquela balada melosa e ao mesmo tempo daquela faixa trance. Temos amigos ideais para cada momento da nossa vida, tal como as músicas. Não podemos contar todos os segredos ao soul, e o black metal não gosta das noites de copos. Não gostamos mais de uns do que de outros; simplesmente as relações não são todas iguais e não podemos estar sempre a ouvir jazz, quando há tanto rock e reggae para apreciar.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Gregoriano
Na pré-adolescência/início de adolescência, os rapazes têm a mania de ser rebeldes, de fazer e querer fazer coisas que nunca fizeram e que, possivelmente, estariam sujeitas a reprovação. Uns experimentam fumar, outros viram-se para a pornografia, outros conseguem arranjar uma namorada e/ou perder a virgindade. Há quem passe a chegar a casa a altas horas da noite, há quem se lembre que um piercing e uma tatuagem são as coisas mais fixes do mundo. Filmes com mamas e sangue são o ideal, e comer batatas fritas a meio da manhã é brutal.
Hoje lembrei-me que, na minha pré-adolescência, comecei a ouvir covers de grandes êxitos da música em versão canto gregoriano...
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Divirtam-se
- Irmãs, arranja-se um cigarro? - pergunta ele, na sua melhor pose, às duas mulheres que passam.
- Não... - respondem elas, sem sequer olhar.
- Okay. Obrigado na mesma. Divirtam-se! Aliás... amem-se. - deseja-lhes ele; o feminino do tom misturado com a masculinidade do timbre.- Amem-se.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Pequeno diário - Lisboa edition 9
Na entrada dos estúdios da RTP há uma parede com uma série de televisões, cada uma com a emissão de cada um dos canais do grupo. Parece que a recepção da antena não é lá muito boa.
A ironia...
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Darwin Jelly Bean
Não é a primeira vez que me deparo com artigos referindo que o facto de o ser humano depender tanto dos smartphones e aplicações de calendários e lembretes está a fazer com que o nosso cérebro deixe de ser tão exercitado como era antigamente, em que se sabia de cor uma dezena de números de telefone, os aniversários de toda a gente e as horas de todos os eventos da agenda.
Confesso-me um utilizador recorrente de aplicações que me lembrem das coisas. A alternativa era andar cheio de papéis amarelos e cruzes nas mãos. As aplicações não me retiram utilização ao cérebro porque esta, no contexto, nunca existiu.
Mas há quem não tenha estes problemas de memória de agenda e, mesmo assim, use os auxiliares digitais.
E se... os artigos estiverem errados quando referem que estamos a regredir, por culpa das tecnologias?
E se, o que está de facto a acontecer, é que estamos a deixar com que outras coisas se preocupem com as horas por nós, enquanto ocupamos a cabeça com coisas mais importantes? Talvez a redução do stress que a agenda de memória normalmente nos impinge nos dê espaço e tempo para pensar noutras coisas. E, a nível evolutivo, há muito que sou da opinião que o que falta ao ser humano é pensar... sobre tudo, sobre nada, sobre si.
E se... aquilo que temos nos bolsos seja um passo em direcção ao futuro, não só tecnológico, mas como ser?
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