terça-feira, 15 de outubro de 2013

Gregoriano

Na pré-adolescência/início de adolescência, os rapazes têm a mania de ser rebeldes, de fazer e querer fazer coisas que nunca fizeram e que, possivelmente, estariam sujeitas a reprovação. Uns experimentam fumar, outros viram-se para a pornografia, outros conseguem arranjar uma namorada e/ou perder a virgindade. Há quem passe a chegar a casa a altas horas da noite, há quem se lembre que um piercing e uma tatuagem são as coisas mais fixes do mundo. Filmes com mamas e sangue são o ideal, e comer batatas fritas a meio da manhã é brutal.

Hoje lembrei-me que, na minha pré-adolescência, comecei a ouvir covers de grandes êxitos da música em versão canto gregoriano... 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Divirtam-se

- Irmãs, arranja-se um cigarro? - pergunta ele, na sua melhor pose, às duas mulheres que passam.
- Não... - respondem elas, sem sequer olhar.
- Okay. Obrigado na mesma. Divirtam-se! Aliás... amem-se. - deseja-lhes ele; o feminino do tom misturado com a masculinidade do timbre.- Amem-se.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Pequeno diário - Lisboa edition 9

Na entrada dos estúdios da RTP há uma parede com uma série de televisões, cada uma com a emissão de cada um dos canais do grupo. Parece que a recepção da antena não é lá muito boa.

A ironia...

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Darwin Jelly Bean

Não é a primeira vez que me deparo com artigos referindo que o facto de o ser humano depender tanto dos smartphones e aplicações de calendários e lembretes está a fazer com que o nosso cérebro deixe de ser tão exercitado como era antigamente, em que se sabia de cor uma dezena de números de telefone, os aniversários de toda a gente e as horas de todos os eventos da agenda.
Confesso-me um utilizador recorrente de aplicações que me lembrem das coisas. A alternativa era andar cheio de papéis amarelos e cruzes nas mãos. As aplicações não me retiram utilização ao cérebro porque esta, no contexto, nunca existiu.
Mas há quem não tenha estes problemas de memória de agenda e, mesmo assim, use os auxiliares digitais.

E se... os artigos estiverem errados quando referem que estamos a regredir, por culpa das tecnologias?
E se, o que está de facto a acontecer, é que estamos a deixar com que outras coisas se preocupem com as horas por nós, enquanto ocupamos a cabeça com coisas mais importantes? Talvez a redução do stress que a agenda de memória normalmente nos impinge nos dê espaço e tempo para pensar noutras coisas. E, a nível evolutivo, há muito que sou da opinião que o que falta ao ser humano é pensar... sobre tudo, sobre nada, sobre si.
E se... aquilo que temos nos bolsos seja um passo em direcção ao futuro, não só tecnológico, mas como ser?

sábado, 5 de outubro de 2013

"Só vi porque tinha o Facebook ligado, senão..."

É público que sou defensor do Facebook, além de ser um utilizador bastante regular da rede social. Apesar disto, faz-me confusão a quantidade de vezes que a mesma é usada como tema central ou, pelo menos, importante em conversas reais, no dia-a-dia.

Façam like.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Lista de contactos

Há uns meses, nos tempos de maior tédio, dei por mim a atribuir fotografias aos meus contactos telefónicos. Acabei por descobrir que a, à primeira vista, quase inútil tarefa, é bastante mais vantajosa do que o que aparenta. Quando recebo SMSs ou emails de conteúdo negativo, o carácter dos mesmos é sempre amenizado por aquele rosto constantemente sorridente ou em grande pose que aparece ali ao lado.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Centro de emprego e a simpatia da honestidade

Ligo para o Centro de Emprego da minha área de residência e sou atendido com o atendimento típico; o tom anasalado, monocórdico e que permite detectar logo aquela frieza característica de atendimento público (perdoem-me a generalização).
Explico a minha situação e, de repente, parecia que estava a falar com outra pessoa. Quando viu que a minha ideia era devolver dinheiro e não mandar vir com o sistema, todo um sotaque profundo vale-sousense veio ao de cima, um tu-cá-tu-lá e, não fosse a distância de uma chamada, ainda levava uma palmada nas costas.