quinta-feira, 4 de julho de 2013

Sexismo

Porque é que os homens actuais que executam grandes feitos pessoais não são, ou são muito menos vangloriados do que as mulheres?
Não é difícil ver numa revista, canal de televisão, jornal, blog ou site de actualidades quem é a mulher mais bonita do mundo (num top de 100), a mais rica, a mais influente, a melhor carreira musical, o top de divas...
Todos os anos temos Oprahs, Beyoncés, Jolies... mas quem se lembra quem foi considerado o homem mais influente do ano passado? O mais bonito?
Raramente se vê um top qualquer dos melhores __________ masculinos; quanto muito, sabe-se o mais rico do mundo.
Porquê isto? Ainda estamos na idade em que as mulheres eram o sexo fraco?
Concordo que ainda há demasiados casos em que o portadoras de vaginas são discriminadas por esse facto, no entanto, não é subvalorizando os homens que as coisas mudam.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A força das paranormalidades e o quanto custa segurar uma câmara

Nos meus intervalos para o lanche ou late-night sessions de zapping, vejo, por vezes, documentários e séries sobre o paranormal. Sou um semi-crente em tudo o que é fantasmas, espíritos, possessões, assombrações e bruxedos. Tenho mente aberta e, por muito ridícula que seja a informação que me chega, gosto de a assimilar e trabalhar e explorar de forma a filtrar o que é realmente interessante ou não.


Nestes meus momentos televisivos, reparo em duas características comuns a quase todo o tipo de programas do género.
Nº. 1:
Investigador Paranormal - "Se está aqui alguma entidade, bata com a porta!"
meio minuto depois
I. P. - "Ó meu deus! Ouvi um clique na porta!!!"

Perante isto, devo supor que todas as portas paradas de minha casa representam uma alma penada? Que todos os estalos que as madeiras dão são sinais dos mortos?

Nº. 2:
A instabilidade da câmara.

Quão difícil é um cameraman profissional segurar numa câmara de filmar numa casa vazia, ou quase? Quão complicado é manter a imagem estável, ou apontar para algo que não seja o canto de uma porta, a perna de uma cadeira, uma parede desfocada?
Eu já estive em concertos atolados de gente, com o moche quase em cima de mim, e consegui fazer filmagens mais estáveis com um telemóvel!

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Negócio

"Aonde vais, caminhante, acelerado?
Para... não prossigas mais avante;
Negócio, não tens mais importante,
Do que este, à tua vista apresentado.
Recorda quantos desta vida tem passado,
Reflete em que terás fim semelhante,
Que para meditar causa é bastante
Terem todos mais nisto parado.
Pondera, que influído d'essa sorte,
Entre negociações do mundo tantas,
Tão pouco consideras a morte;
Porém, se os olhos aqui levantas,
Para... porque em negócio deste porte,
Quanto mais tu parares, mais adiantas."

soneto de António da Ascensão Teles, inscrito na Capela dos Ossos de Évora

terça-feira, 25 de junho de 2013

Trabalho - fonte de inspiração

Devem ter reparado que as actualizações amendoísticas andam menos frequentes que o normal. O motivo foi facílimo de identificar: falta de trabalho e viagens para o local de.
As melhores ideias para os mais fracos textos surgiam sempre quanto mais ocupado eu estivesse, ou então na minha hora solitária pelo Marão. Agora, sem emprego, a inspiração perde-se algures e, quando a encontro, vem com histórias demasiado fora do estilo deste sítio.
Será a necessidade de fugirmos ao trabalho que nos faz pensar em tudo e mais alguma coisa, quando estamos nele? É a actividade obrigatória e cinzenta que nos estimula o lado colorido do cérebro?

domingo, 16 de junho de 2013

Novema e cinela

Sei que o mundo das artes audiovisuais está confuso quando vejo uma cena de uma novela com realização digna de um filme, e todo um filme digno de noite semanal da TVI.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O tempo de atraso

Esqueci-me que o tempo que se demora a chegar a qualquer lugar no Porto não funciona de forma contínua como em qualquer outra situação.
Esqueci-me que sair quinze matinais minutos mais tarde do que o suposto não implica chegar quinze minutos mais tarde ao destino. Quinze minutos atrasado à partida correspondem a meia hora de atraso à chegada.
Nota mental: interiorizar o conceito de "hora de ponta".

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Pressa

De volta à terra natal, longe de uma teórica capital de distrito, verifico uma coisa: com excepção de gente com menos de vinte anos, as pessoas na rua andam sempre calmas, sem pressas de chegar onde quer que seja. Não que andem devagar, simplesmente não andam depressa. Parece que aqui ainda se vive com a tranquilidade de uma cidade da periferia onde tudo está bem, no geral.