Nos meus intervalos para o lanche ou late-night sessions de zapping, vejo, por vezes, documentários e séries sobre o paranormal. Sou um semi-crente em tudo o que é fantasmas, espíritos, possessões, assombrações e bruxedos. Tenho mente aberta e, por muito ridícula que seja a informação que me chega, gosto de a assimilar e trabalhar e explorar de forma a filtrar o que é realmente interessante ou não.
Nestes meus momentos televisivos, reparo em duas características comuns a quase todo o tipo de programas do género.
Nº. 1:
Investigador Paranormal - "Se está aqui alguma entidade, bata com a porta!"
meio minuto depois
I. P. - "Ó meu deus! Ouvi um clique na porta!!!"
Perante isto, devo supor que todas as portas paradas de minha casa representam uma alma penada? Que todos os estalos que as madeiras dão são sinais dos mortos?
Nº. 2:
A instabilidade da câmara.
Quão difícil é um cameraman profissional segurar numa câmara de filmar numa casa vazia, ou quase? Quão complicado é manter a imagem estável, ou apontar para algo que não seja o canto de uma porta, a perna de uma cadeira, uma parede desfocada?
Eu já estive em concertos atolados de gente, com o moche quase em cima de mim, e consegui fazer filmagens mais estáveis com um telemóvel!