sexta-feira, 7 de junho de 2013

O tempo de atraso

Esqueci-me que o tempo que se demora a chegar a qualquer lugar no Porto não funciona de forma contínua como em qualquer outra situação.
Esqueci-me que sair quinze matinais minutos mais tarde do que o suposto não implica chegar quinze minutos mais tarde ao destino. Quinze minutos atrasado à partida correspondem a meia hora de atraso à chegada.
Nota mental: interiorizar o conceito de "hora de ponta".

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Pressa

De volta à terra natal, longe de uma teórica capital de distrito, verifico uma coisa: com excepção de gente com menos de vinte anos, as pessoas na rua andam sempre calmas, sem pressas de chegar onde quer que seja. Não que andem devagar, simplesmente não andam depressa. Parece que aqui ainda se vive com a tranquilidade de uma cidade da periferia onde tudo está bem, no geral.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Gelatina

Um dos meus sonhos impossíveis é mergulhar numa piscina de gelatina de tutti-fruti.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Unhas

Cortar as unhas com os dentes é mau.
Cortar as unhas com os dentes e cuspir as mesmas para o mais longe possível é ainda pior.
Fazer tudo isto em plena praça pública... ... ...

domingo, 12 de maio de 2013

Patologias

Qual a linha que separa o gosto pelo futebol da patologia psicológica?

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Dispo-te

Dispo-te devagar, não para prolongar o tempo, mas para me certificar que cada algo que te tapa sai da melhor das maneiras. Tiro-te as pinturas, faço as alças saírem do seu lugar. Todos os acessórios deixam de ser teus e passam a ser do chão.
Dois anos de uma vida. Dois anos em que tudo acontece, do melhor e do pior. E, durante esse tempo, estiveste sempre com a prontidão para me receber que só tu conseguirias ter.
Sete anos de uma vida. Sete anos de tudo. De ser eu, de ser outro, de ser alguém, de ser ninguém, de ter alguém.
Fica um gosto agridoce na boca... no corpo todo. A hora de dizer adeus estava marcada para há quatro anos atrás... no entanto, aqui estou, ainda... Uma felicidade com espinhos.

Dispo-te devagar, mas não te tiro tudo. Como em todas as relações... fica sempre a faltar uma de despedida. 
Adeus quarto.

Adeus Vila Real.

Até um dia destes.

terça-feira, 7 de maio de 2013

A dúvida do ego

A questão que se me surge hoje é:
O facto de uma pessoa ter a foto dela própria como wallpaper do telemóvel dela própria é uma alternativa à tatuagem com o próprio nome no próprio braço, ou é um complemento?