quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Bife com batatas fritas

O universo é regido por determinadas leis da física. Uma delas é baseada numa condição muito concreta: o meu pedido para refeição, quando almoço ou janto num restaurante.

Sempre que me dá na telha de pedir algo mais soft do que o normal (um peixinho, um cozido, um estufado), é obrigatório que alguém na mesa ao lado peça um grande bife acompanhado com batatas fritas com o melhor aspecto de sempre.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Pequeno diário 62

Não me posso admirar com os olhares das pessoas quando vou pelo corredor de um hospital a assobiar "Twisted Nerve".

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Segredos públicos

Toda a gente tem os seus segredos. Pequenos ou grandes, todos os temos. São eles que, de certa forma, nos tornam realmente seres únicos e individuais. Enquanto tivermos aquela coisinha que mais ninguém sabe, estamos um passo à frente de toda a gente.
Mas também todos temos aqueles segredos obrigatórios, aquelas coisas que mantemos para nós ou para um grupo muito restrito de pessoas mas que, no fundo, até gostaríamos que meio mundo soubesse. Aquela coisa secreta de que, secretamente, temos um secreto orgulho. No entanto... é segredo...

Caros leitores, estejam à vontade para comunicar em anónimo e partilhar os vossos segredos públicos.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Sem arrependimentos

Não me arrependo de ser o totó que não gosta de futebol quando consigo pôr três fanáticos (uns mais do que outros) a ignorar um (teoricamente importante) jogo do Benfica para verem a cena lésbica que acontecia no monitor do meu computador, a meio de uma série.

Pi 1 - Futebol 0

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Monogamia

Monogamia - essa coisa a que o ser humano se habituou. Estar, gostar, amar, fazer, querer, ter uma única pessoa. Mas, na sociedade actual, em que qualquer pessoa comum se desenvencilha sozinha, em que os putos são "facilmente" educados apenas por um progenitor, faz realmente sentido a negação da poligamia?
Numa altura em que está na moda ser humano, humanitário, sentimental, sensível, sensitivo, em que o que é correcto é dar valor às pessoas, sejam elas como forem, a rejeição da possibilidade de existência e prática de poligamia acaba por ser uma forma de discriminação.
Uma pessoa cola-se a outra e fica automaticamente (auto)impedida de olhar, simultaneamente, para outro ser de uma maneira semelhante. Mas a realidade é que o ser humano, por muito ovelha que seja, tem a peculiar capacidade de ser totalmente diferente do seu próximo, bem vistas as coisas. Nunca um indivíduo deverá olhar para uma pessoa exactamente da mesma maneira que olha para outra. Assim sendo, nunca aquilo que uma pessoa sente por outra é igual de relação em relação. Não há partilha; há coisas diferentes para pessoas diferentes. Estares, gostares, amares, fazeres, quereres diferentes...

Sendo a inteligência (também) definida pelo capacidade de ter uma mind over body, não negar a possibilidade de se ser polígamo não será um acto de inteligência e respeito pelo ser humano além da carne?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Sou uma ovelha

Há quem seja mais uma ovelha branca no meio da brancura toda da sociedade. Há quem seja a ovelha negra da família. 
Eu acho que sou uma ovelha cinzenta.

Estou longe de ser excluído ou o menos gostável dos círculos sociais em que vou vivendo. Modéstia à parte, até sou daquele tipo de pessoas com quem facilmente se convive. Não digo que seja adorado, mas não sou odiado.
Por outro lado, apesar de poder ter algumas ideias bastante coloridas, por vezes reparo que auto-limito a imensa liberdade que tenho nesta altura da minha vida. Bloqueio as fugas aos percursos do costume, obrigo-me a cumprir horários desobrigatórios... acabo por seguir um rebanho sem ter um cão-pastor que mo obrigue. 
Não tenho medo dos lobos... acho que apenas me sinto mais confortável dentro de uma cerca, sabendo que a posso pular quando quiser, do que estar sempre do lado de fora dela e poder um dia não ir lá para dentro.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Meteorito e histórias da vida

Pelos vistos, caiu um meteorito algures na Rússia, ferindo mais de quatrocentas pessoas. Tenho pena delas, claro que sim, mas... A maior cicatriz que eu tenho foi feita a brincar aos Power Rangers...
Aquela gente vai poder dizer que as marcas que têm no corpo foram feitas por um meteorito!!!

Os meus netos nunca terão um avô tão fixe como os dos noticiados.