quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Monogamia

Monogamia - essa coisa a que o ser humano se habituou. Estar, gostar, amar, fazer, querer, ter uma única pessoa. Mas, na sociedade actual, em que qualquer pessoa comum se desenvencilha sozinha, em que os putos são "facilmente" educados apenas por um progenitor, faz realmente sentido a negação da poligamia?
Numa altura em que está na moda ser humano, humanitário, sentimental, sensível, sensitivo, em que o que é correcto é dar valor às pessoas, sejam elas como forem, a rejeição da possibilidade de existência e prática de poligamia acaba por ser uma forma de discriminação.
Uma pessoa cola-se a outra e fica automaticamente (auto)impedida de olhar, simultaneamente, para outro ser de uma maneira semelhante. Mas a realidade é que o ser humano, por muito ovelha que seja, tem a peculiar capacidade de ser totalmente diferente do seu próximo, bem vistas as coisas. Nunca um indivíduo deverá olhar para uma pessoa exactamente da mesma maneira que olha para outra. Assim sendo, nunca aquilo que uma pessoa sente por outra é igual de relação em relação. Não há partilha; há coisas diferentes para pessoas diferentes. Estares, gostares, amares, fazeres, quereres diferentes...

Sendo a inteligência (também) definida pelo capacidade de ter uma mind over body, não negar a possibilidade de se ser polígamo não será um acto de inteligência e respeito pelo ser humano além da carne?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Sou uma ovelha

Há quem seja mais uma ovelha branca no meio da brancura toda da sociedade. Há quem seja a ovelha negra da família. 
Eu acho que sou uma ovelha cinzenta.

Estou longe de ser excluído ou o menos gostável dos círculos sociais em que vou vivendo. Modéstia à parte, até sou daquele tipo de pessoas com quem facilmente se convive. Não digo que seja adorado, mas não sou odiado.
Por outro lado, apesar de poder ter algumas ideias bastante coloridas, por vezes reparo que auto-limito a imensa liberdade que tenho nesta altura da minha vida. Bloqueio as fugas aos percursos do costume, obrigo-me a cumprir horários desobrigatórios... acabo por seguir um rebanho sem ter um cão-pastor que mo obrigue. 
Não tenho medo dos lobos... acho que apenas me sinto mais confortável dentro de uma cerca, sabendo que a posso pular quando quiser, do que estar sempre do lado de fora dela e poder um dia não ir lá para dentro.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Meteorito e histórias da vida

Pelos vistos, caiu um meteorito algures na Rússia, ferindo mais de quatrocentas pessoas. Tenho pena delas, claro que sim, mas... A maior cicatriz que eu tenho foi feita a brincar aos Power Rangers...
Aquela gente vai poder dizer que as marcas que têm no corpo foram feitas por um meteorito!!!

Os meus netos nunca terão um avô tão fixe como os dos noticiados. 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O que tu não és sei eu

"Eu não sou de falar mal dos outros, mas..."

Não digo que falar mal das outras pessoas seja uma coisa boa mas, pior do que o fazer, é cair na mentira e pronunciar o começo de frase ali em acima.
Falar mal dos outros acaba por ter os seus pontos positivos. É o que nos activa as defesas, o que nos faz avaliar o próximo e, eventualmente, aprendermos com os erros e maldades dos outros. Pode também ser a maneira de aquele com quem estamos a conversar também fique a saber mais sobre nós. "Falas, falas, mas és igualzinho."
O grande problema não é falar mal dos outros, é como reagimos com as pessoas de quem falamos. Aí sim, se distingue o grau de maleficência das nossas atitudes conversatórias.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Tabém?

Quando a empregada de restaurante que acaba de me servir o prato me diz "Bom apeteti, tabém?", devo agradecer, ficar calado ou dizer "'Tá sim senhores!".

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Pequeno diário 61

Aquele estranho momento em que vou urinar e deparo-me com um pêlo púbico, no urinol, maior do que o meu cabelo. E ele nem está assim tao curto...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pequeno diário 60

Devo preocupar-me quando chego ao trabalho e duas pessoas olham seriamente para mim e perguntam "O que é que se passa?".