Monogamia - essa coisa a que o ser humano se habituou. Estar, gostar, amar, fazer, querer, ter uma única pessoa. Mas, na sociedade actual, em que qualquer pessoa comum se desenvencilha sozinha, em que os putos são "facilmente" educados apenas por um progenitor, faz realmente sentido a negação da poligamia?
Numa altura em que está na moda ser humano, humanitário, sentimental, sensível, sensitivo, em que o que é correcto é dar valor às pessoas, sejam elas como forem, a rejeição da possibilidade de existência e prática de poligamia acaba por ser uma forma de discriminação.
Uma pessoa cola-se a outra e fica automaticamente (auto)impedida de olhar, simultaneamente, para outro ser de uma maneira semelhante. Mas a realidade é que o ser humano, por muito ovelha que seja, tem a peculiar capacidade de ser totalmente diferente do seu próximo, bem vistas as coisas. Nunca um indivíduo deverá olhar para uma pessoa exactamente da mesma maneira que olha para outra. Assim sendo, nunca aquilo que uma pessoa sente por outra é igual de relação em relação. Não há partilha; há coisas diferentes para pessoas diferentes. Estares, gostares, amares, fazeres, quereres diferentes...
Sendo a inteligência (também) definida pelo capacidade de ter uma mind over body, não negar a possibilidade de se ser polígamo não será um acto de inteligência e respeito pelo ser humano além da carne?
