A passagem de ano é coisa que não me diz muito. Dou valor ao jantar de família mas, fora isso, é uma festa obrigatória, e eu sou um homem que nem sempre está virado para festas. Por vezes as doze badaladas despertam um pequeno party animal, por vezes contento-me mais do que perfeitamente com um copo de champanhe e uma noite enfiado na cama a ver televisão até às tantas.
No entanto, não deixo de fazer sempre uma retrospectiva do ano que deixo para trás (juntamente com meia dúzia de resolução para juntar a outras tantas por cumprir).
À medida que o plano social vai dizendo que cada ano que vem é pior que o anterior, devo dizer que o ano de 2012 foi, para mim, um ano memorável.
Sou dado a perspectivas e tenho tendência para ver sempre algo de bom no que quer que aconteça, mas há coisas boas inegáveis que aconteceram entre um do um a trinta-e-um do doze. Se, em algumas, passei do nada a alguma coisa (o que torna a positividade bem mais fácil), noutras passei do excelente ao muito excelente.
A minha vida académica nunca esteve melhor. A minha vida profissional nunca esteve melhor. A minha vida familiar nunca esteve melhor. A minha vida amorosa nunca esteve melhor. A minha vida sexual nunca esteve melhor. A minha vida monetária nunca esteve melhor.
Conquistei mais liberdade de pensamentos e acções. Conheci pessoas que, com situações boas ou más, me ensinaram algo de valioso. Reforcei amizades importantes, desfiz-me de amizades desnecessárias. Tive experiências que me fizeram dar passos em frente na direcção certa. Tive estalos na cara e mimos consoante as minhas acções, e ambas as situações foram importantes. Estabeleci mais e novas prioridades, gostos, vontades, princípios.
Receio o dia em que toda esta sorte possa acabar mas, até lá, aproveito-a!
Melhor de tudo: em 2012 este blog esteve mais activo que nunca!
Bom ano, minha gente!