segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Restos mortais

Eu até sou uma pessoa que desvaloriza um pouco a ausência de vida mas, sou só eu que acho que a expressão "restos mortais" é um bocado má/desrespeitosa/foleira?

Em primeiro lugar, imagino sempre que a pessoa morreu sendo cortada aos pedacinhos e o caixão, no fundo, é um grande tupperware onde guardam os restos de alguém que já não está vivo.
Em segundo lugar, atribui à palavra "restos" uma conotação negativa. Quase ninguém gosta de comer restos, e por isso é que a feijoada com dois dias* é chamada "feijoada que sobrou de ontem" e não "restos de feijoada".

*Toda a gente sabe que a feijoada sabe sempre melhor no dia a seguir.

domingo, 14 de outubro de 2012

Fria

Já não és a mesma.
Costumavas ser o meu porto de abrigo, abraçar-me nos momentos em que eu mais precisava. Costumavas ter aquele aconchego. Era pela tua companhia que eu ansiava depois de um dia longe de ti. Era em ti que eu pensava. Podia passar uma semana... duas... sem te ver, mas, pensava eu, a nossa relação não era afectada por isso. Quando, finalmente, me encontrava contigo, abria os braços e ficávamos os dois horas e horas simplesmente a sermos os dois. Contigo, não havia mais nada. Todo o resto do mundo deixava de existir.
Achei que sempre seria assim. Durante anos foi assim... porque haveria de mudar? 
Talvez tenha sido o facto de, no fundo, a nossa relação ser sempre a mesma coisa. Talvez tenha sido o facto de, sem nos darmos conta, termos caído na monotonia. Talvez tenha sido muita coisa... mas a verdade é que te tornaste distante. Já não ia ter contigo com a mesma vontade. Depois de estar contigo já não sentia aquele bem estar que sentia antes. Tornaste-te fria.

E surgiu outra. Outra que me agarrou com mais força do que tu. Outra que me deu mais do que o que me davas nos últimos tempos. Outra que me dava mais calor, outra que estava todos os dias comigo, nos bons e nos maus momentos. 
Tu ficaste igual enquanto ela passou a servir de apoio em todas as alturas. Durante o dia, com o trabalho ou com o lazer. E durante a noite, com o descanso ou com o prazer...


Já não és a minha cama favorita! Tenho outro ninho agora.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Imaginação fértil

Não é que já não o soubesse mas, re-confirmo que tenho uma imaginação fértil quando estou a três metros de uma figura detalhada de um dragão (possivelmente um brinquedo) pousado em cima de um caixote, dragão esse que passa a ser um saco do lixo amarrotado passados dois metros.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Torto(ras)

Ando a adormecer/dormir em posições desconfortáveis. Tenho uma cama grande, um colchão rijo, uns cobertores ao meu gosto, a temperatura do meu quarto está boa... não me faltam motivos para ter noites de sono perfeitas.
No entanto, o que tem acontecido ultimamente é que acordo com o pescoço todo torto, a almofada em posições dignas de miúda possuída, os braços num nó. O mais estúpido, é que noto que estou naquela posição há algum tempo e não apenas imediatamente antes de acordar.

Como se não bastasse colocar-me neste estado enquanto durmo, ponho-me desconfortável mesmo quando estou acordado, apesar de inconscientemente.
Ontem deitei-me, mexi-me para cá e para lá e quando dei conta tinha um braço todo dobrado numa posição estranha e a mão dobrada para dentro de tal forma que já me começava a doer... mas demorei algum tempo até me aperceber disso. Além disso, reparei que não é a primeira vez que adormeço assim.

Estarei, como a almofada, possuído por um demónio qualquer que faz de mim origami?

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Estarei doente?

Ultimamente, grande parte dos blogs que sigo estão a mudar de visual e eu não faço o mesmo com o meu há imenso tempo.
Algo se passa...
Estarei doente?

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Boom boom

Hoje iria tomar café comigo mesmo, logo há noite. Ler um livro na minha companhia, ao som de blues e de conversas alheias. As típicas companhias para aquele espaço de tempo entre o jantar e a cama começam a escassear, mas não é por isso que o tempo será perdido.
No entanto hoje há um boom boom que não me sai da cabeça. Poderia ser uma música foleira, poderia ser uma música interessante, poderia ser um jingle publicitário irritante... Mas não! É um boom boom a soar dentro do crânio, que só agora começa a amainar, mas que deu para dizer adeus a um bom dia, e que servirá para dizer adeus a uma boa noite.

Até amanhã.
Boom boom

sábado, 29 de setembro de 2012

Conceptual

A arte conceptual atrai-me, em especial a criação de criaturas. Gosto de ver ao que leva a imaginação de um artista, como consegue criar coisas novas a partir do nada, ou melhorar coisas que já existem. Interesso-me pelas possibilidades de gerar e pelo estudo daquilo que cada cabeça gera. 

                                                         
                                                                       
"Environment Comission"