quarta-feira, 20 de junho de 2012

Mundo perfeito

Há um mundo de fantasia perfeito, onde a magia acontece e me faz acordar sempre sorridente.
Por vezes esqueço-me que vivo sozinho nesse mundo.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Os pardais estão ali outra vez

- Olha! Lá estão ali os pássaros empoleirados outra vez. - diz-lhe ela, com voz animada, enquanto as suas mãos enrugadas trabalham o croché.
- Acho que devem ser mesmo pardais. - responde-lhe ele com interesse, levantando-se a custo do sofá e levando o corpo velho até ao peitoril da janela.

Não sei bem o que pensar deste tipo de conversa. Por um lado acho querido um velho casal de velhos falar sobre os pardais que todos os dias ocupam o mesmo poiso, aproveitando a simplicidade da vida e das coisas pequenas. Por outro, receio um dia ser eu um dos velhos de um velho casal e não ter nada de mais interessante e profundo para falar com a outra velha metade. Perder-me numa vida longa onde já quase tudo o que havia para ser dito já o foi...

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Ó Zé!

Nos dez minutos que demoro a atravessar a cidade do trabalho até casa, ouvi três vezes alguém gritar "Ó Zééééééééééééé!!", em locais diferentes.

sábado, 9 de junho de 2012

Isto não são desejos recalcados!

Hoje sonhei que a Luciana Abreu tinha lançado um single. O argumento do sonho é estranho por si só, mas como se isso não bastasse, eu estava presente na sua primeira apresentação pública.
Mais estranho ainda é o facto de conseguido ter criado, em pensamento, toda um tema novo para a rapariga cantar (não me lembro da música nem da letra, mas sei que ela a cantou na totalidade e que não é nada que eu já tenha ouvido).

Ah! E lembrei-me agora que no final da música ela fez umas modelaçõezitas e começou a cantar o "I will always love you".

Sanidade mental, onde andas?

terça-feira, 5 de junho de 2012

Pequeno diário 37

É impressão minha ou as músicas que passam na RFM são mais "vazias" do que as versões originais?

domingo, 3 de junho de 2012

Pequeno diário 36

E que comece o enchimento de chouriços com cenas e ceninhas sobre a Selecção Nacional.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Ver as cores

Por vezes, as melhores coisas da vida são as mais simples, as mais pequenas, as mais banais. Um pires de amendoins e um copo de coca-cola com gelo são uma dessas pequenas coisas, desses pequenos prazeres.


Ver a cores é outro deles.
Outro dia apercebi-me que à minha frente, olhando em direcção ao horizonte, conseguia ver, ao mesmo tempo, vermelhos, laranjas, amarelos, verdes, pretos, cinzentos, azuis, brancos, castanhos...  Sem drogas nenhumas, o meu cérebro aumentava automaticamente a saturação da imagem até sentir o prazer que é ver tantas cores de uma só vez... até pestanejar e voltar tudo ao seu tom normal.
Torna-se quase uma espécie de transe... fixar o infinito e tomar consciência do que se vê, manipular as cores de forma irreal até que um literal piscar de olhos faz reparar que a realidade não é assim...