segunda-feira, 16 de abril de 2012

Sobre o auto-respeito

Ontem, a revista 'Domingo' do jornal 'Correio da Manhã' apresentava um artigo sobre pessoas que decidiram passar a sua vida sem sexo.
Ideais, religiões, sentimentos e opiniões à parte, li uma frase que me deixou, no mínimo, pensativo.
Um jovem de vinte anos diz: "Fomos educados de maneira a preservar e respeitar o nosso corpo, a nossa intimidade e não a queremos dar assim sem mais.", e ainda "(...) É preciso estabelecer um pacto, um compromisso. É um passo sério que as pessoas banalizam."

Ora, a mim, a primeira frase parece-me um ideal um tanto ou quanto superficial. Abdicar de uma vida sexual com o motivo de respeitar o corpo dá a ideia de que aquilo que somos fisicamente é de extrema importância. É importante, sim, mas se se pensa na vida sexual meramente como uma entrega do corpo, então não se sabe bem o que é uma vida sexual saudável e feliz. Por outro lado, a intimidade é uma coisa que se pode ter com mais pessoas além de nós próprios, digo eu.

A segunda frase leva-me a outro pensamento. Só banaliza quem quer. Além disso, diferentes pessoas têm diferentes prioridades. O sexo pode ser banal para uns e um pacote de batatas fritas pode ser uma coisa para ser consumida uma vez por ano só para se sentir aquele sabor salgado e pouco saudável em ocasiões especiais.


Haja alegria, mazé!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Pequeno diário 29

Começo a temer pela minha sanidade mental quando os seguintes pontos se sucedem:
1- Estou a falar com X, via SMS e recebo uma resposta dessa pessoa;
2- Entretanto começo a falar com Y via chat;
3- Mentalmente, mando Y esperar, porque tenho que responder à SMS que X me enviou;
4- X e Y são a mesma pessoa.

domingo, 8 de abril de 2012

Wishlist

Quero um tanque de privação sensorial!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Descanso cerebral


Depois de umas tenebrosas semanas a tentar ler até ao fim "A Décima Revelação", sabe sempre bem descansar o cérebro com "O Último Segredo".

Saltar de uma história mal escrita e desinteressante, em que a única coisa que se me aparece como apelativa é o background espiritual (bem mais confuso do que eu esperava após "A Profecia Celestina"), para uma exposição alucinante de factos e pseudo-factos que pouco me deixam a pensar é como atirar-me para a piscina depois de umas horas debaixo de sol intenso.

Aaaaaaah...

terça-feira, 3 de abril de 2012

Testemunhas

Vieram tocar à campainha Testemunhas de Jeová.
Um dia destes acordo inspirado e vão ter que me aturar em duas horas de conversa sobre tudo o que tiverem para dizer.

Duvido que voltem depois disso.

domingo, 1 de abril de 2012

Pequeno diário 28

Tenho saudades do cinema não-digital.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Há muito, muito tempo, era eu uma criança

Ontem passei por um grupo de rapazes, nenhum deles com mais de quinze anos, certamente, cada um com a sua litrosa na mão e cigarro na outra, e começa um deles:
"Quando eu era puto..."

Continuei no meu caminho sem ouvir o resto da conversa, fiquei satisfeito só com o pouco que ouvi.