Quando começo a ler um livro logo após ter acabado outro, preciso de cerca de 50 páginas para me habituar aos novos cenários e ao facto de as acções se passarem em tempos históricos diferentes. Sou tão retardado...
sábado, 28 de janeiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Presidência da República e o reles país
O Senhor Presidente da República disse uma barbaridade qualquer em público. Vamos colocar de parte as intenções com que disse o que disse. Vamos colocar de parte o facto de o senhor estar na fase em que pode já não possuir todas as suas capacidades cognitivas a funcionar a 100 %. Vamos colocar de parte possíveis exageros de interpretação a quem ouviu o que foi dito. O facto é que o Senhor Presidente da República disse uma barbaridade qualquer em público.
Que se fale sobre o assunto. Que se escreva sobre o assunto. Que se actualizem estados de redes sociais sobre o assunto. Que se façam cartoons a gozar com o assunto.

Mas será que a mentalidade do país está assim tão mal... tão reles que o pessoal se lembre de ir para a rua, andar a juntar moedinhas de cêntimo, num gesto simbólico de gozo e protesto perante a tal barbaridade? Perante a situação mais do que precária em que o país se encontra, foi essa a melhor ideia que se teve para criticar as palavras do big boss da nação?
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Não sou eu!
Há cerca de cinco anos recebi uma chamada de um número que desconhecia. Na altura não atendi e quando ouvi a mensagem de voz deixada pelo emissor, vi que se dirigia a um tal de Francisco Mendes. Esse tal Francisco tinha que ligar o mais depressa possível para o Cetelem, pois tinha que regularizar a sua conta, visto que tinha uma dívida de X.
Mais tarde, ligaram-me novamente e eu atendi. Não tardaram em tratar-me por Francisco Mentes e em referir a tal dívida, ao que eu respondi que não era nem conhecia alguém com tal nome. Pediram desculpa, agradeceram e desligaram, não sem antes me perguntarem se eu tinha a certeza que não era o referido senhor.
Ligaram-me, sobre o mesmo assunto, mais uma vez nesse ano, e desde aí ligam-me cerca de uma vez por ano. Sendo que à resposta "Não sou, nem conheço nenhum Francisco Mendes", se foi acrescentando "já me ligaram o ano passado e já disse o mesmo" e ainda "já me ligaram várias vezes e já disse que não sou quem querem que eu seja".
Há cinco minutos atrás o meu telemóvel vibrou:
"PARABENS SR FRANCISCO MENTES. Neste dia especial, o Cetelem deseja-lhe um Feliz Aniversario."
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
Completo
Para a maioria das pessoas, viver o amor é encontrar aquela pessoa que os completa. Um pensamento, para mim, um bocado triste. Cada pessoa deve ser completa por si só. Viver o amor com alguém é apenas um bónus, numa vida que deve valer pelo que é individualmente.
Para mim, viver o amor não é ter que passar todo o dia com outra pessoa. Não é ter que andar sempre aos beijinhos, de mão dada, a dizer coisas bonitas, a tratar bem outra pessoa. Um ramo de flores não é uma demonstração de amor. Para mim, olhar para outra pessoa e pensar "eras aquilo que faltava na minha vida" não é prova que se ama.
Para mim, um prova de que há amor é estar com outra pessoa em plenas gargalhadas, simplesmente porque se acaba de descobrir que contam o mesmo tipo de mentirinhas diárias um ao outro, sem que isso cause qualquer problema.
sábado, 21 de janeiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Parabéns
Há pessoas que repetem piadas. Há piadas que se repetem.
Há piadas que parece que têm vida própria e aparecem em todo o lado, como se fosse uma tradição que devesse ser mantida.
Uma dessas piadas é a velha brincadeira de trocar as velas dos bolos de aniversário, por forma a que o número apresentado seja o inverso (não matemático) do correspondente (a não ser de dez em dez anos). Desde que me lembro de existir que isso se faz em qualquer casa, em qualquer família, em qualquer idade. Desde que me lembro de existir que isso gera sempre risota. A piada é a mesma todos os anos, mas mesmo assim tudo se ri, tudo comenta, tudo prepara inconscientemente a piada do próximo ano.
Afinal a tradição ainda é o que era.
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