domingo, 20 de novembro de 2011

Pegar fogo

Eu nunca tirei um curso de representação e apenas tenho a mania de que se fosse eu poderia realizar grande parte dos filmes e séries que vejo muito melhor do que quem de facto o faz. Por estes motivos, posso simplesmente estar a mandar bitaites sem sentido, o que, vindo de mim não é pouco provável, mas (há sempre um mas), será que a técnica que os actores usam para despejar um garrafão de gasolina em qualquer sítio para depois incendiar esse mesmo sítio é das melhores? Será que despejar aquilo com mais calma, evitando salpicos em sítios desnecessários, sem atirar com o combustível com o pensamento de "Vai! Corre gasolina! Corre!", não seria muito melhor? Talvez mais seguro para o incendiário?
É que nunca vi na televisão ou no cinema outra técnica de despejo diferente daquela coisa desajeitada...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A relatividade do tempo

Acho muito bem que o tempo seja relativo. Mesmo que não achasse, não haveria grande coisa que eu pudesse fazer contra isso. 
No entanto, o raio do tempo ultimamente anda a ser relativo demais, e não a meu favor. Os dias úteis andam a passar a uma velocidade acima do normal, e dos fins-de-semana nem se fala! Mas que se fale. Os fins-de-semana andam a passar por mim sem eu dar conta. Tão depressa estou a desfazer a mala ao chegar a casa depois de uma semana por terras transmontanas, como tão depressa a estou a desfazer, mas já de regresso à vida de trabalho. Trabalho? Trabalho é coisa que também me parece fugir pelo meio dos dedos. Tão depressa começa uma segunda-feira cheia de energia e pronta para a produtividade, como já é sexta-feita e ainda não há nada concluído, por muito que faça alguma coisa entre esses dias.

O tempo altera-se na proximidade de corpos com grande massa. Será que estou a engordar?

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Pequeno diário 8

Porque é que as bolachas Maria não sabem como antigamente? Estou fulo!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Pequeno diário 7

Porque a minha mente gosta sempre de me surpreender e de aumentar o seu nível de espectacularidade, hoje sonhei com zombies E dinossauros.

domingo, 13 de novembro de 2011

Escrito versus falado

Acho que sou muito mais interessante quando comunico por via escrita do que em conversa de voz. O conteúdo deste blog pode não o comprovar, mas é a verdade.
Não sou fã de chamadas telefónicas, não sou propriamente eloquente quando falo e a conversa torna-se ainda menos interessante se lhe adicionar-mos um sotaque não muito elegante e uma dicção que às vezes teima em não ser das melhores.
A realidade é que, mesmo em conversas de mensagens instantâneas, as minhas respostas imediatas são muito mais válidas/interessantes/convincentes/divertidas/acertadas/etc. do que se estivesse a ter exactamente a mesma conversa, mas falada. Acho que o meu cérebro tem uma melhor ligação com a ponta dos meus dedos do que com a "ponta da língua". O facto é que, na minha cabeça, a conversa funciona exactamente da mesma maneira... o problema é que a tradução da conversa da cabeça para a conversa real ocorre de maneiras diferentes se for falada ou escrita.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pequeno diário 6

Hoje vi um pardal a alimentar-se dos restos mortais de um gato atropelado. Isto não agoira nada de bom...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Primeira vista

As aparências iludem.
Quem vê caras não vê corações.
São coisas que se dizem mas que para mim fazem pouco sentido. Isto porque sempre tive uma tremenda facilidade para rapidamente tirar a pinta das pessoas que conheço. A simpatia pode ser imensa mas há algo que me diz que aquilo é maçã com bicho (ou castanha, já que estamos no tempo delas). O ar pode até ser carrancudo e a maneira de falar não passar de cuspidelas de palavras, mas consigo ver que há ali boa pessoa.

Mas as aparências iludem e quem vê caras não vê corações... são coisas que se dizem. E uma pessoa, ao crescer a ouvi-las pensa que se calhar não devia de julgar os livros pelas capas*. E passa a não julgar.
Mas ao crescer, vai-se conhecendo melhor os meandros sombrios que são as personalidades daqueles com quem nos damos. E das duas uma: ou apercebo-me que afinal a capa que mais ninguém via a não ser eu era verdadeira, e aprendo; ou continuo a tentar ser boa pessoa e a dar segundas oportunidades àquelas máscaras.

Escolhi a primeira opção. Mas guardo para mim a informação. Na altura certa, caso necessário, digo que já era assim à muito tempo.

*Literalmente, eu não julgo os livros pela capa.