quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Pequeno diário 2

Uma pessoa passeia pelo youtube e acaba sempre por ir parar a sítios imprevistos... isto para justificar a questão:
Além da Nicole Scherzinger, alguém reparava nas outras Pussycat Dolls?

Rotina

Há quem não goste. Há quem não funcione bem com ela.

Eu gosto. Gosto de ter uma certa organização na minha vida. Talvez demonstre uma certa fraqueza de espírito ou insegurança, mas gosto de ver os meus dias minimamente regrados por horários e/ou blocos de tarefas.
Acordar, banho, pequeno almoço, trabalho, almoço, trabalho, tempo livre, jantar, tempo livre, dormir. 
Mesmo nas situações espontâneas (que aventureiro também eu sei ser), gosto de ter horas marcadas. Saber que tenho das X às Y horas para a impulsividade, mas que a partir daí há algo mais. 
Poderá a necessidade de organização externa ter origem na desorganização que é a minha cabeça ao longo do dia? Um daydreamer nato deve precisar de uma espécie de corrimão do lado de fora da cabeça... Por outro lado, horas marcadas dão sempre jeito quando há falta de motivação.

A questão é: num mundo em que está na moda o «viver o momento» e a liberdade, sou o único que gostaria de um dia chegar a velhinho e ir todos os dias tomar o seu cafézinho naquele cafézinho onde os velhinhos vão?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Pequeno diário 1

Amendoins e coca-cola para o dia.
Licor de canela, boa música e um incenso quente para a noite. Pequenos prazeres.

domingo, 16 de outubro de 2011

Crescer


Cinco anos costumam ser o suficiente para uma pessoa "normal" notar diferenças na sua vida. Cinco anos após a barreira dos dezoito anos de idade, os primeiros cinco anos numa vida fora de casa, deveriam sê-lo ainda mais. Mas nem sempre são.


Cinco anos de vida universitária deveriam servir para, pelo menos, retirar as abas que tapam parte da visão com que muita gente é educada. Deveriam servir para crescimento, para que passados esses cinco anos o indivíduo possa dizer "sou uma pessoa diferente e (muito ou pouco) evoluí". Mas isso é o que deveria ser, não o que é para toda a gente. As ideias retrógradas mantêm-se, a personalidade muito perto do mesquinho e superficial mantém-se... de facto, muita coisa se mantém. Demasiada coisa...

Talvez as pessoas afinal não evoluam. Talvez não haja nenhuma grande mudança. Talvez crescer não seja o verbo correcto. Talvez não se cresça... apenas se passe a mostrar mais ao mundo aquilo que já existia. Talvez as pessoas não mudem.

De volta à escrita

Um blog comum, um daqueles old school, nada te twitters, tumblrs, facebooks ou coisas semelhantes, surge quase sempre de uma vontade súbita de escrever qualquer coisa.
Mas a vontade de escrever é tão súbita como o súbito desinteresse que entretanto surge. No entanto, quem anda por estes meandros há vários anos, sabe bem que o formigueiro nos dedos nunca morre, por isso o Amendoins e coca-cola está de volta, despretensioso, sem seguidores ou seguimentos sem interesse, sem publicidades a refrigerantes de composição duvidosa... apenas com os pequenos prazeres da vida e histórias que só são bem contadas quando acompanhadas por um pires de amendoins e um copo de coca-cola fresquinha.