
Há quem não goste. Há quem não funcione bem com ela.
Eu gosto. Gosto de ter uma certa organização na minha vida. Talvez demonstre uma certa fraqueza de espírito ou insegurança, mas gosto de ver os meus dias minimamente regrados por horários e/ou blocos de tarefas.
Acordar, banho, pequeno almoço, trabalho, almoço, trabalho, tempo livre, jantar, tempo livre, dormir.
Mesmo nas situações espontâneas (que aventureiro também eu sei ser), gosto de ter horas marcadas. Saber que tenho das X às Y horas para a impulsividade, mas que a partir daí há algo mais.
Poderá a necessidade de organização externa ter origem na desorganização que é a minha cabeça ao longo do dia? Um daydreamer nato deve precisar de uma espécie de corrimão do lado de fora da cabeça... Por outro lado, horas marcadas dão sempre jeito quando há falta de motivação.
A questão é: num mundo em que está na moda o «viver o momento» e a liberdade, sou o único que gostaria de um dia chegar a velhinho e ir todos os dias tomar o seu cafézinho naquele cafézinho onde os velhinhos vão?